25 março 2018 11:20 am

Beto Richa anunciará futuro político nesta segunda-feira (26)

Edson Ferreira
Perspectivas

Beto Richa Foto AEN
Richa deverá ser candidato ao Senado. Foto: AEN

Está agendada para esta segunda-feira (26), no Palácio Iguaçu, sede do Executivo estadual do Paraná, uma reunião do governador Beto Richa (PSDB) com integrantes do primeiro escalão da sua equipe. Na ocasião, Richa deve anunciar oficialmente a sua saída do governo para disputar uma das duas vagas que serão abertas no Senado – Gleisi Hoffmann (PT) e Roberto Requião (PMDB) estão encerrando mandato de oito anos. Em entrevista coletiva em Londrina, antes da inauguração do novo prédio do IML, o governador afirmou que está a frente das conversas com os partidos da base e que fecharia todas as negociações neste final de semana, mas evitou dar pistas sobre o que vai fazer. Entretanto, membros da comitiva oficial foram unânimes quando questionados pela reportagem sobre o seu futuro político. “Tem que se candidatar, é uma eleição ganha”, disse um deles, que se apresenta também como pré-candidato a deputado federal.

Aliás, quem vai se candidatar a um cargo diferente do que está, deve respeitar os prazos de desincompatibilização,  definidos pela legislação. No caso do governador, vencerá no dia 7 de abril. Mas os políticos sempre têm pressa e o grupo da vice-governadora Cida Borgheti (PP), leia-se Ricardo Barros (PP), já articula a formação do governo de olho na candidatura dela ao governo. Outro pré-candidato de peso ao Executivo, que nasceu no mesmo grupo político de sustentação de Richa, é o deputado estadual Ratinho Junior (PSD). Também dependem da decisão de Beto Richa o seu filho Marcelo, que ocupa cargo na Prefeitura de Curitiba, e o seu irmão e secretário estadual da Infraestrutura, Pepe Richa. Ambos sonham com candidatura ao Legislativo, mas ficariam impedidos se o parente de primeiro grau estiver no comando do Executivo.

A chapa dos sonhos de Beto Richa seria composta por Ratinho como candidato a governador, com Cida de vice, afinal ele teria um palanque forte na disputa pelo Senado e continuaria manifestando apoio aos dois grupos, sem preterir aliados. Todavia, os Barros não são simpáticos a essa aliança.

Para saber mais sobre os prazos de desincompatibilização, acesse o portal do Tribunal Superior Eleitoral.

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