8 agosto 2018 1:43 pm

Diretores de escolas defendem restrição de bebidas alcoólicas

Redação Paiquerê

No final de semana, jovens se envolveram em confusão em frente ao Marcelino Champagnat. Foto: WhatsApp Paiquerê
No final de semana, jovens se envolveram em confusão em frente ao Marcelino Champagnat. Foto: WhatsApp Paiquerê

Apesar da polêmica com a lei municipal que restringe o consumo de bebidas alcoólicas, os diretores de duas grandes escolas estaduais de Londrina aprovam a nova regra. Em contato diariamente com adolescentes e jovens que frequentam do 6° ano ao ensino médio, os profissionais ouvidos pela reportagem afirmam que o consumo de bebidas nessa faixa etária está saindo do controle.

Conforme a lei, está proibido o consumo de álcool em ruas, avenidas, calçadas, praças, rodovias e outros logradouros entre às 22h e as 8h do dia seguinte. Também não é permitido beber em locais públicos que estejam no raio de 300 metros de escolas de educação infantil, ensino fundamental e médio.

Em eventos autorizados pelo município, a venda e consumo estão liberados. Segundo a diretora do Colégio Estadual José de Anchieta, Jacinta Cavalcanti, que fica no jardim Higienópolis, os jovens estão exagerando. Jacinta afirma que dentro da escola, não há problemas com bebidas, mas o que acontece no lado de fora influência diretamente o comportamento de muitos jovens.

Segundo ela, é preciso entender o objetivo da lei, que a diretora considera útil para conscientizar a sociedade sobre o tema.

Jacinta Cavalcanti relata que diariamente a escola amanhece com lixo jogado na calçada, saquinhos de urina amarrados nos portões e preservativos jogados no chão.

O diretor da Colégio Estadual Marcelino Champagnat, Claudecir Almeida da Silva, concorda que a lei pode inibir os excessos da juventude. No final de semana a escola organizou uma festa que gerou aglomeração de uma multidão de jovens, muitos deles bebendo e promovendo algazarra.

Quem for pego consumindo bebidas fora do horário ou locais permitidos será autuado em R$ 500. O valor será dobrado a cada reincidência e, caso não haja pagamento, o CPF será incluso na dívida ativa do município. Conforme a Paiquerê já noticiou, a Federação das Empresas de Hospedagem Gastronomia, Eventos, Lazer e Similares recorreu ao Tribunal de Justiça para revogar a lei.

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