12 setembro 2018 3:13 pm

Operação Rádio Patrulha: defesa de Abi Antoun se manifesta por nota à imprensa

Redação Paiquerê

Luiz Abi Antoun - Foto: Arquivo
Luiz Abi Antoun – Foto: Arquivo

O primo do ex-governador do Paraná, e atual candidato ao Senado Federal, Beto Richa (PSDB), Luiz Abi Antoun, que também foi preso nesta terça-feira (11) em Curitiba, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP), expediu nota à imprensa na tarde desta quarta-feira (12), afirmando que entende que sua prisão temporária é desnecessária para a condução das investigações relativas à Operação denominada “Rádio Patrulha”.

Além de Richa e Antoun foram presos sua esposa, Fernanda Richa; seu irmão e ex-secretário estadual de Infraestrutura, Pepe Richa; seu ex-chefe de gabinete no Governo do Estado, Deonildo Roldo; e seu ex-secretário de Cerimonial, Ezequias Moreira; e Edson Casagrande, ex-secretário de Assuntos Estratégicos. As prisões são temporárias e têm validade de cinco dias. A investigação envolve a Patrulha do Campo, com denúncias de desvios em licitações para manutenção de estradas rurais.

Luiz Abi Antoun foi detido em Londrina, na rua Piauí, no centro. Posteriormente, membros do MP foram o barracão onde funciona uma empresa Antoun, na zona oeste. O empresário Joel Malucelli também teve a prisão decretado, porém não estava em casa. Outro empresário investigado é Celso Frare, que foi preso.

Na nota, o advogado Anderson Mariano expressa defende seu cliente. Leia a nota na íntegra:

– No que concerne à operação policial deflagrada pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado no dia 11 de setembro de 2018, a defesa de LUIZ ABI ANTOUN entende que sua prisão temporária é desnecessária para a condução das investigações relativas à Operação denominada “Rádio Patrulha”. LUIZ ABI ANTOUN jamais se furtou de prestar qualquer forma de esclarecimento às autoridades quando assim lhe foi solicitado, tampouco criando obstáculos à efetivação das diligências que se fizeram necessárias. Cabe destacar que os hipotéticos fatos objeto da investigação teriam ocorrido em Curitiba há mais de quatro anos. Além disso, LUIZ ABI ANTOUN, que reside em Londrina, sequer conhece parte dos investigados e não mantém contato com os demais há anos, o que corrobora a desnecessidade de sua prisão temporária neste momento.

Comentários Facebook

Comentários