11 julho 2018 3:10 pm

Presidente de CP nega que tenha impedido testemunha de deixar sala de reunião

Neto Almeida
Redação Paiquerê

Roque Neto. Foto: Devanir Parra/CML
Roque Neto. Foto: Devanir Parra/CML

A Comissão Processante (CP) que investiga a conduta dos vereadores afastados Rony Alves (PTB) e Mario Takahashi (PV) retoma as oitivas com testemunhas ligadas ao caso na próxima segunda-feira (16). Ao todo, os parlamentares arrolaram 18 testemunhas diferentes. O advogado Mauricio Carneiro, que representa Alves, indicou nove pessoas, sendo Rodrigo Zacaria (presidente do Sinduscon e Conselho Municipal da Cidade), Ignês Dequech Alvares (ex-presidente do Ippul), Homero Wagner Fronja (réu na ZR3), Osmar Ceolin Alves, Neusa Silva (ex-assessora da Câmara Municipal), Brasil Filho Theodoro Mello de Souza (réu na ZR3), Paulo Valle (ex-secretário municipal de Fazenda na gestão Alexandre Kireeff), Nelson Antonio Vicente e Ney Paulo Pereira.

Já o advogado Anderson Mariano, que defende Takahashi, indicou dez nomes, sendo Fernando Selei Yogi (era assessor de Takahashi na prefeitura), Edson Antonio Miura, Jenderson Marcelo Canhada (ex-secretário de Governo), Nado Ribeirete (ex-presidente do Ippul), Gustavo Corulli Richa (superintendente do Procon Londrina), João José de Arruda Júnior (deputado federal), Daniel Berteloni Germanovix (assessor do vereador Filipe Barros), João San Martin Paixão e Ademar Agimura, além de Rodrigo Zacaria, testemunha em comum entre as defesas.

Na reunião da última sexta-feira (6), os integrantes da comissão ouviram quatro testemunhas. Os primos Júnior e Carlos Zampar, o servidor afastado da Prefeitura de Londrina, Ossamu Kaminagakura, e o empresário Luís Guilherme Alho. O depoimento de Júnior Zampar foi muito conturbado. A testemunha, logo que deixou a Câmara, foi ao Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que posteriormente abriu um inquérito policial para investigar um suposto ato de coação.

Roque Neto (PTB), presidente da comissão, disse em entrevista coletiva que não foi notificado e nem intimado. O vereador garantiu que a reunião foi tranquila e afirmou que não impediu Zampar de sair da sala.

Não há possibilidade de novas testemunhas serem ouvidas.

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