10 julho 2018 3:19 pm

Sociedade Rural é contra retirada de vacinação da aftosa em 2019

Neto Almeida
Redação Paiquerê

Depois de quase suspender a vacinação contra a febre aftosa há cerca de dois anos, o Paraná se prepara para deixar de vacinar seu rebanho bovino no primeiro semestre de 2019, de acordo com a Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adapar). Se efetivada, a medida antecipará em dois anos o estipulado pelo Plano Estratégico de Erradicação de Febre Aftosa (Pnefa), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

No cronograma do Pnefa, o Paraná faz parte do bloco quatro, que só deixaria de realizar a vacinação no primeiro semestre de 2021. A demanda para retirar a vacinação contra febre aftosa no Estado é um apelo, principalmente, do setor de suínos. O Paraná concentra o segundo rebanho suíno do País e é também o segundo maior exportador, atrás apenas de Santa Catarina.

Os suinocultores alegam que o fato de o Estado ainda vacinar contra febre aftosa mesmo sem ter nenhum foco da doença há mais de uma década coloca uma grande desconfiança no sistema de inspeção do Brasil e evita que eles acessem mercados externos que pagam melhor. No caso da bovinocultura de corte, o executivo cita que o recente caso da suspensão das exportações de carne bovina para os EUA, seria evitado, caso nos últimos anos o Brasil tivesse concentrado esforços em retirar a vacinação ao invés de melhorar a vacina.

O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Afrânio Brandão,confirmou que não acha prudente a retirada da vacinação já em 2019.

De acordo com a Adapar, boa parte das adequações para que o Estado solicite o status livre de aftosa sem vacinação à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) em 2019 já foi concluída. Ainda faltam a construção de três barreiras interestaduais no MS, SC e SP. Por questões logísticas, a mais difícil delas é na fronteira com São Paulo, na cidade de Campina Grande do Sul.

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