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Redação Paiquerê
A Prefeitura de Londrina abriu um novo ambulatório de ortopedia que passa a integrar a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) e terá como principal desafio ajudar a reduzir uma fila de aproximadamente 27 mil pacientes que aguardam pela primeira consulta com um especialista. Entre eles, há pessoas que estão na espera há mais de 15 anos.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, alguns pacientes entraram na fila em 2009 e 2011 e ainda não conseguiram atendimento. Além da demanda por consultas, 1.254 pessoas já têm indicação cirúrgica autorizada e aguardam pelos procedimentos.
O ambulatório da Uniorte, no Parque Guanabara, zona sul de Londrina, começou a funcionar de forma gradual. Nesta primeira fase, o atendimento será concentrado em ortopedia de joelho, com previsão de aproximadamente 400 consultas por mês. A estrutura também realizará cirurgias, inicialmente com expectativa de 100 procedimentos mensais, podendo chegar a 250 conforme a capacidade de atendimento.
A proposta é ampliar posteriormente o serviço para outras subespecialidades, como quadril e mão.
R$ 13,3 milhões
A iniciativa foi desenvolvida em parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Uniorte e conta com recursos do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde. Para a primeira etapa em Londrina, estão previstos R$ 13,3 milhões em investimentos federais destinados a cirurgias e às chamadas Ofertas de Cuidado Integrado.
O modelo busca reunir em uma mesma linha de atendimento etapas que, tradicionalmente, podem exigir que o paciente passe por diferentes filas para conseguir consulta, exames e cirurgia. A intenção é tornar o atendimento mais integrado e aumentar a capacidade de resolução dos casos.
A abertura do ambulatório contou com a presença do prefeito Tiago Amaral, da secretária municipal de Saúde, Vívian Feijó, e do diretor do programa Agora Tem Especialistas, Rodrigo Oliveira.
Demanda reprimida
A ortopedia passa a ser um dos principais focos da Secretaria Municipal de Saúde após avanços registrados em outras áreas. Segundo a Prefeitura, Londrina aumentou em mais de 500% o número de cirurgias eletivas em 2025 e passou da 17ª posição, em 2024, para a liderança do Paraná nesse tipo de procedimento.
O município também afirma ter zerado as filas para litotripsia e eletroneuromiografia, além de ter reduzido o tempo de espera por exames de raio-X e tomografia.
Agora, a expectativa é que a nova parceria amplie gradualmente a oferta de consultas e cirurgias e ajude a diminuir uma fila que, em parte dos casos, já se estende por mais de uma década.




