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O público londrinense e os visitantes da cidade terão a chance de adquirir itens frescos e de qualidade a preços acessíveis, na semana da Páscoa, produzidos por piscicultores da região. Isso será possível na Praça Tomi Nakagawa (rua Benjamin Constant, entre ruas Minas Gerais e Mato Grosso), a partir desta quarta-feira, 1º de abril, quando começa a Feira do Peixe Vivo 2026, das 8h às 18, prosseguindo na quinta (2), no mesmo horário. O término será na Sexta-feira Santa (3), com funcionamento das 8h às 15h.
Em sua 32º edição, o evento é aberto a todo o público e disponibiliza espécies variadas de peixes com valores entre R$ 22 e R$ 55 o quilo. Estarão à venda tilápia pequena (R$22), tilápia grande (R$27), pacu (R$30), carpa (R$22), pintado (R$50) e filé de tilápia (R$55). Além disso, o local terá área de alimentação e descanso, bem como atividades como doação de mudas de árvores, conscientização sobre segurança alimentar e outras.
A Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (SMAA) é a idealizadora e organizadora da iniciativa que integra o calendário oficial de eventos em Londrina, sendo tradicional ponto de encontro nessa época do ano e tendo como marca o incentivo e valorização da agropecuária local. Outras secretarias e órgãos municipais contribuem emitindo autorizações e dando suporte na programação do evento.
Em 2026, participam da feira três produtores rurais desse segmento, vindos dos distritos do distrito de Maravilha (zona sul), da Gleba Ribeirão Três Bocas (zona sul), próximo ao Patrimônio Selva, e da vizinha Ibiporã.


Para as famílias poderem descansar durante o passeio na praça, haverá uma área com tendas de pastéis, crepes, mel e outros produtos, possuindo mesas e cadeiras à disposição dos visitantes.
A Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) atuará nos três dias de evento, promovendo a entrega de mudas de árvore ao público. Serão levadas cerca de 100 mudas por dia, que serão distribuídas conforme a procura, incluindo espécies frutíferas nativas e urbanas: amora, acerola, araçá, gabiroba, pitanga, ipê branco, ipê amarelo, cerejeira, oiti e árvore samambaia.
O projeto de extensão interdisciplinar “Hortaliças Seguras do Campo à Mesa”, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), também estará presente fazendo trabalho de orientação sobre segurança alimentar. A iniciativa capacita produtores e manipula alimentos para garantir a higiene e prevenir contaminações (bacterianas/parasitárias) em vegetais, além de promover hortas domésticas em comunidades vulneráveis de Londrina e região. Já a Polícia Militar e a Guarda Municipal ficarão responsáveis pela segurança do evento.
Segundo o gerente de Fomento à Produção e Comercialização da SMAA, Arilson Pereira de Araújo, a expectativa é grande para a 32º edição da Feira do Peixe Vivo, com objetivo de superar as anteriores quanto ao público presente e à quantidade de vendas alcançada. “Estamos nos últimos preparativos para o evento, finalizando alguns detalhes logísticos, para tudo funcionar bem na Praça Tomi Nakagawa a partir de amanhã. Cada parte está sendo organizada com bastante atenção e cuidado para atendermos bem os consumidores e produtores participantes. Nos últimos anos, cerca de 5 mil pessoas têm passado pelo evento nos três dias de atividades, e estimamos que possa haver um aumento de 10% a 15% no público e também um pouco mais de toneladas de peixes vendidos”, destacou. Na edição 2025, foram cerca de sete toneladas comercializadas.
Acompanhamento e controle de qualidade – Sobre a fiscalização dos requisitos sanitários e operacionais exigidos dos empreendedores cadastrados, Araújo informou que a atuação técnica da Prefeitura é feita pela própria Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento junto ao seu Serviço de Inspeção Municipal (SIM Londrina). “O acompanhamento é integral, garantindo que o peixe comercializado na praça siga rigorosos padrões de segurança alimentar. Durante os dias de feira, os processos são verificados ativamente, avaliando os dados dos peixes conforme a documentação autorizada previamente, as condições de higiene e estrutura das bancas, limpeza das instalações e vestimentas dos feirantes. Também é observada a temperatura com monitoramento constante da oxigenação das águas utilizadas para peixes vivos e ambientes de conservação dos peixes resfriados, intervindo imediatamente quando algum requisito de segurança for descumprido”, reforçou.
No entanto, os trabalhos gerais começam muito antes da realização do evento, conforme lembrou o gerente. O pacote de ações envolve auditoria de medicamentos para verificação dos registros de tratamentos veterinários e, obrigatoriamente, a confirmação do cumprimento do período de carência, visando garantir que o peixe esteja livre de resíduos químicos. “Também produzimos o manejo pré-abate com fiscalização do período de jejum dos animais, essencial para o transporte seguro e para evitar contaminações durante seu manejo no local. Outro ponto é a emissão da Guia de Trânsito Animal, assegurando a rastreabilidade total do lote trabalhado”, detalhou Arilson.
Com Ncom




