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Entre as boas novas recentes da ciência nacional, a vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan e batizada de Butantan-DV, é um dos destaques que promete trazer vantagens importantes no combate à doença no Brasil em 2026.
Uma das grandes conquistas é que ela é a primeira vacina do mundo em dose única, que garante ampla cobertura vacinal. “O esquema de dose única facilita a logística e a adesão da população e por ser uma produção nacional nos garante maior autonomia, acesso ampliado e redução de custos para o sistema público de saúde”, detalha Aline Stipp, microbiologista e coordenadora do curso de Biomedicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Câmpus Londrina.
A Butantan-DV é tetravalente, significa que protege contra os quatro sorotipos do vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). Testada e aprovada para pessoas entre 12 e 59 anos de idade, está sendo implementada aos poucos no Sistema Único de Saúde (SUS).
A vacina passou a ser aplicada no início de fevereiro em profissionais de saúde da atenção primária que atuam no SUS como agentes comunitários, enfermeiros e médicos e, de acordo com a avaliação técnica da Anvisa, a Butantan-DV apresentou eficácia global de 74,7% contra dengue sintomática na população de 12 a 59 anos. Isso quer dizer que, em 74% dos casos, a doença foi evitada por conta da vacina.
Contra formas graves da doença, com sinais de alarme, a dose demonstrou 89% de proteção. “Os estudos clínicos mostram que a vacina apresenta alta eficácia tanto em pessoas que já tiveram dengue quanto naquelas que nunca foram infectadas. Além de reduzir significativamente o risco de infecção, ela também diminui de forma importante as chances de desenvolver quadros graves, hospitalizações e complicações associadas à doença”, explica Aline.
A perspectiva futura se mostra bastante promissora, com considerável redução da quantidade de vírus circulando em cerca de dois ou três anos, conta a docente. “Com mais pessoas imunizadas, espera-se uma redução expressiva no número de casos, internações e mortes por dengue. Embora o mosquito vetor continue circulando, a vacinação reduz drasticamente a quantidade de pessoas suscetíveis, o que diminui a transmissão, os surtos epidêmicos e a sobrecarga nos serviços de saúde. Ou seja, a vacina se torna uma aliada fundamental junto às medidas tradicionais de controle do vetor”, finaliza.
Com Assessoria PUCPR




