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11 de março de 2026Redação Paiquerê
Londrina iniciou em 2026 uma nova política de inclusão na rede municipal de ensino. Com o lançamento do Pró-REDE – Programa de Resposta Estratégica à Neurodiversidade na Educação –, cerca de 250 crianças com deficiência ou pertencentes ao espectro da neurodiversidade passaram a contar com acompanhamento diário de um Profissional Especializado de Suporte (PES) desde o primeiro dia de aula deste ano.
O projeto-piloto, desenvolvido em parceria com a HUTEC (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico do Hospital da UEL), foi implantado em sete escolas municipais: Norman Prochet, Joaquim Pereira Mendes, Miguel Bespalhok, Carlos Kraemer, América Sabino Coimbra, Ignez Corso Andreazza e Moacyr Teixeira. A rede possui atualmente 4.356 alunos atendidos pela Educação Especial — universo que serviu de base para a seleção técnica dos 250 estudantes participantes da fase inicial.
Acompanhamento individualizado e impacto no cotidiano escolar
Cada PES acompanha uma ou duas crianças durante todo o período escolar, dentro e fora da sala de aula. A intenção é oferecer apoio individualizado, contribuir na organização da rotina, auxiliar na compreensão das atividades e apoiar o desenvolvimento emocional e social.
Na Escola Municipal Ignez Corso Andreazza, na zona norte, oito profissionais atendem 16 alunos. A diretora Roseli Grana relata que a chegada dos PES ocorreu de forma planejada, com apresentação às equipes, estudantes e famílias. Ela afirma que os resultados são perceptíveis e que os responsáveis demonstram mais tranquilidade ao saber que os filhos têm acompanhamento direcionado.
Entre os casos acompanhados está o da aluna Lívia Machado Simões, de cinco anos, diagnosticada com autismo. Para a mãe, Fabiana Antunes Machado, a presença de um profissional fixo trouxe avanços: “A diferença é enorme. Ela tem uma referência desde o momento em que chega à escola”, contou.
Outro relato é da Escola Municipal Professor Joaquim Pereira Mendes, na Gleba Palhano, onde atuam 20 PES. O aluno Pedro Albino Jaffra, do 4º ano, também no espectro autista, apresenta evolução no comportamento e na adaptação escolar. A mãe, Lilian Kelly Jaffra Rezende Campos, diz que a mudança trouxe mais segurança: “O projeto-piloto tem sido uma bênção para nossa família. Ver o entusiasmo do Pedro é emocionante”.
Formação continuada e estrutura técnica
Os profissionais de suporte foram selecionados pela HUTEC e passaram por 80 horas de capacitação inicial, com conteúdos sobre regulação emocional, intervenção comportamental e ética. Durante o ano, receberão outras 80 horas de formação continuada. Cada grupo de dez PES tem acompanhamento direto de um psicólogo supervisor, garantindo orientação semanal.
Segundo o consultor da HUTEC, Guilherme Bracarense Filgueiras, a proposta prevê ainda a realização de cerca de mil avaliações diagnósticas ao longo de 2026. Ele afirma que as escolas têm relatado boa adaptação dos profissionais e retorno positivo das famílias.
Próximos passos da inclusão na rede municipal
A Secretaria Municipal de Educação acompanha a implementação e estuda a expansão do programa para outras unidades. A secretária Thatiane Lopes de Araújo afirma que o projeto já demonstra impacto direto na rotina escolar e reforça o compromisso de Londrina com uma educação inclusiva.
“Estamos construindo uma rede preparada para acolher as diferenças e garantir que cada criança tenha acesso ao que precisa para aprender e se desenvolver”, disse.
As avaliações ao longo do ano devem orientar ajustes e a possível ampliação do Pró-REDE em 2027.




