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A tarifa do transporte coletivo de Londrina passará de R$ 5,75 para R$ 6,25 a partir da zero hora de segunda-feira (19). O reajuste de 8,67%, calculado com base no INPC acumulado de 2024 e 2025, é apresentado pela administração municipal como o menor dos últimos anos.
Desde 2022, a tarifa paga pelo usuário subiu muito acima do INPC em praticamente todas as recomposições. De 2022 para 2023, houve aumento de 20%, quando o valor passou de R$ 4,00 para R$ 4,80. No ano seguinte, nova alta de 19,80% elevou o preço para R$ 5,75. Em 2025, já na gestão Tiago Amaral, a Prefeitura decidiu congelar a tarifa, apesar da tarifa técnica — o valor repassado às empresas — ter subido mais de 30% naquele ano, índice herdado da administração anterior. Ainda assim, mesmo acumulando dois anos sem reajuste ao usuário, a conta agora chega ao bolso com novo aumento.
A tarifa técnica também sofrerá reajuste, embora em percentual menor do que nos anos anteriores. As concessionárias Londrisul e TCGL pediam majorações de 17,32% e 3,74%, respectivamente. Após análise da CMTU, os índices autorizados foram de 6,20% para a Londrisul e 0,14% para a TCGL. Com isso, os valores sobem para R$ 10,85 e R$ 11,86. A alta, embora menor, mantém a tendência de tarifas técnicas em dois dígitos vista desde 2022 — com aumentos de até 35% em alguns anos.
Em coletiva nesta quinta-feira (15), o presidente da CMTU, Fabrício Bianchi, afirmou que o reajuste poderia ter sido maior se fosse mantida a política de correções adotada nos anos anteriores. Segundo ele, “se fôssemos seguir o que vinha sendo praticado nos anos anteriores, com aumento para a população de 20% e na tarifa técnica de mais de 30%, a passagem teria um valor hoje em torno de R$ 7”. Bianchi creditou a redução do impacto ao “trabalho de otimização e melhor performance do serviço”.
A Prefeitura destaca que 2025 foi marcado por investimentos expressivos no transporte público. A frota recebeu 102 novos ônibus — um investimento superior a R$ 90 milhões — todos com ar-condicionado, câmeras, wi-fi e carregadores. Mais da metade dos 384 veículos em operação já conta com refrigeração, e Londrina tem hoje uma das frotas mais novas do país, com média de 2,5 anos. O governo municipal também aponta crescimento de 9,31% no número de passageiros pagantes nos últimos meses do ano passado, o primeiro avanço desde a pandemia.
Apesar das melhorias e da modernização da frota, o novo aumento eleva novamente o preço da passagem para a população, que verá a tarifa atingir R$ 6,25 em um intervalo de três anos no qual o valor subiu mais de 56%.




