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O ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no complexo conhecido como Papudinha, passou por atendimento médico na segunda-feira (16) após relatar tontura durante uma caminhada. A informação foi divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou que o marido apresentou um pico de pressão, posteriormente estabilizado.
Segundo Michelle, Bolsonaro foi atendido pelo médico plantonista, alimentou-se normalmente após o episódio e realizou fisioterapia em seguida. Ela afirmou ter conversado com o comandante do 19º Batalhão da Polícia Militar, responsável pela unidade, e publicou nas redes sociais que a família enfrenta “dias difíceis”.
A situação também foi mencionada pelo ex-vereador Carlos Bolsonaro, que disse não ter recebido mais detalhes além da confirmação de que o pai segue monitorado.
Histórico recente e condições da cela
Bolsonaro está detido no complexo desde janeiro deste ano. Antes disso, cumpria pena em uma cela da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde sofreu uma queda no início do mês. A transferência foi realizada após articulações envolvendo Michelle Bolsonaro, o governador Tarcísio de Freitas e ministros do Supremo Tribunal Federal, em busca de prisão domiciliar, o que não foi autorizado.
Na Papudinha, o ex-presidente ocupa uma cela de 64,8 m², com áreas internas e externas que incluem quarto, sala, cozinha, lavanderia e banheiro.
Pedido da defesa por prisão domiciliar
Na última semana, a defesa de Bolsonaro enviou novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes para que o ex-presidente possa cumprir pena em casa, alegando “risco de morte” e argumentando que o ambiente prisional poderia agravar seu estado de saúde.
O documento menciona um parecer técnico do médico Cláudio Birolini, que aponta risco aumentado de descompensações clínicas, crises hipertensivas, problemas respiratórios e até morte súbita em ambiente de custódia.
A defesa cita ainda pontos de um laudo da junta médica da Polícia Federal, indicando que a ausência de monitoramento diário e de cuidados assistenciais contínuos poderia gerar agravamentos súbitos. No entanto, dias antes, a PF informou ao STF que Bolsonaro vem recebendo atendimento adequado, com dieta especial, controle da pressão arterial e exames regulares.
O ministro Alexandre de Moraes ainda não tomou decisão sobre o novo pedido.




