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19 de março de 2026Redação Paiquerê
A Copel vai ampliar a capacidade de geração de energia em suas duas maiores hidrelétricas, Usina Foz do Areia e Usina Segredo, ambas instaladas no Rio Iguaçu, na região Centro-Sul do Paraná. A empresa possui atualmente 6,2 gigawatts (GW) de potência em hidrelétricas e eólicas, e deve alcançar 8,3 GW após as obras — um aumento de 33%.
A autorização para a expansão ocorreu após a vitória da companhia no 2º Leilão de Reserva de Capacidade na Forma de Potência, promovido pelo governo federal na quarta-feira (18). O mecanismo seleciona projetos capazes de fornecer potência adicional ao Sistema Interligado Nacional em momentos de maior demanda.
O investimento previsto soma R$ 4,9 bilhões, sendo R$ 3,6 bilhões destinados à ampliação da Usina de Segredo e R$ 1,3 bilhão à de Foz do Areia. As intervenções devem incluir a instalação de duas novas turbinas em cada hidrelétrica. Hoje, juntas, elas têm 2,9 GW de potência, suficientes para atender cerca de 8,3 milhões de pessoas. Com a expansão, serão acrescentados mais 2,1 GW, o equivalente ao consumo de aproximadamente 6 milhões de moradores.
As obras devem começar ainda este ano e alcançar o pico de cerca de 2 mil empregos diretos ao longo da execução. A previsão contratual é que as novas unidades entrem em operação em 2030.
Em Foz do Areia, projetada nos anos 1970, a estrutura já possuía espaços reservados para futuras ampliações, o que reduz o impacto das intervenções e diminui custos de obra. Com a instalação das novas turbinas, a usina deve chegar a 2.536 MW de potência e se tornar uma das maiores do país. Já em Segredo, a expansão prevê a construção de uma segunda casa de força e a reativação de túneis escavados na construção original, sem necessidade de novas áreas de alagamento.
Além das obras estruturais, está prevista a ampliação da subestação local e a modernização da Estação Experimental de Estudos Ictiológicos, usada para reprodução de peixes nativos e repovoamento de reservatórios.
O leilão federal contratou cinco projetos hidrelétricos considerados os mais eficientes entre 16 inscritos. Os contratos firmados têm duração de 15 anos e garantem que as usinas estejam disponíveis para operação em situações de maior demanda no sistema elétrico nacional.




