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23 de junho de 2026Redação Paiquerê
O Ministério Público do Paraná denunciou pelos crimes de peculato, apropriação indébita e lavagem de dinheiro uma vereadora e sua irmã, investigadas por desvio de recursos da Associação Defensora dos Animais de Londrina (ADA Londrina), entidade privada sem fins lucrativos que, a partir de atuação do MPPR, passou por intervenção judicial. Apurações da 26ª Promotoria de Justiça de Londrina, que assina a denúncia, apontam que os desvios teriam alcançado o montante de R$ 1.617.629,13, somados recursos públicos (recebidos pela entidade a partir da destinação de valores do Programa Nota Paraná) e doações de particulares.
De acordo com as investigações, para a prática dos crimes, foram realizados pelas investigadas 864 saques fracionados em espécie da conta de uma terceira irmã das denunciadas, residente no exterior. O objetivo seria ocultar o rastro do dinheiro. Os valores teriam sido utilizados pela agente pública e por familiares dela para o custeio de despesas pessoais, como planos de saúde e compras em aplicativos e restaurantes. No esquema ilícito, a vereadora, na posição de então presidente e administradora da entidade, atuaria na centralização da gestão financeira da Associação e teria se apropriado diretamente dos valores para quitar contas pessoais. A irmã denunciada atuaria em conluio, exercendo cargos de fachada e omitindo-se das funções para permitir os desvios em seu próprio proveito.
A entidade, que chegou a abrigar cerca de mil animais domésticos, entre cães e gatos, além de animais de produção, é atualmente gerida pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU-Londrina), a partir de pedido de intervenção feito pelo MPPR.
Além da condenação das denunciadas pela prática dos crimes a elas imputados, o Ministério Público requer a fixação de indenização no valor mínimo de R$ 1.617.629,13, com juros e correção monetária, a título de reparação da entidade lesada.
Maus-tratos
A vereadora também já foi denunciada pela 20ª Promotoria de Justiça de Londrina pelos crimes de maus-tratos a animais, poluição por lançamento irregular de resíduos sólidos (carcaças de animais) e tráfico de drogas (manutenção em depósito de substâncias entorpecentes e psicotrópicas sem indicação de uso). Esses ilícitos teriam ocorrido entre 24 de janeiro de 2019 e 13 de maio de 2025.
OUÇA A ENTREVISTA COLETIVA DO PROMOTOR DE JUSTIÇA RENATO LIMA CASTRO
Com MPPR




