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10 de julho de 2026Wilhan Santin
Redação Paiquerê
Hoje, 10 de julho, é o dia da pizza.
Tudo que é necessário para fazer uma boa pizza vem do agro, do trigo, que gera a farinha para a massa, ao manjericão.
Desde que domesticaram o trigo, há aproximadamente 10 mil anos, no Crescente Fértil da Mesopotâmia, os humanos já produziam uma massa achatada, que cobriam com ingredientes.
Mas foi na Itália, no século 16, que deram o nome de pizza à massa acompanhada de banha, queijo, pimenta e o que mais fosse possível.
Hoje, nós não conseguimos imaginar a pizza sem tomates, mas originalmente, ela não tinha esses frutos, que são nativos da região da Cordilheira dos Andes, na América do Sul, e chegaram ao Velho Mundo pelas mãos dos colonizadores espanhóis.
Na Europa, inicialmente o povo tinha medo de comer tomate, porque diziam que era venenoso.
Conforme um outro mais corajoso experimentou e gostou, o medo passou e, para chegar à pizza e se misturar com o queijo derretido, foi um salto. A pizza marguerita, criada em 1889 para homenagear a rainha Margarida de Saboia, tem queijo, tomate e manjericão em referência às cores da bandeira italiana.
O Brasil produz em torno de 4,5 milhões de toneladas de tomates por ano. Goiás é o maior produtor. O Paraná está na quinta colocação no ranking nacional, com aproximadamente 230 mil toneladas por ano. O município de Reserva fica com o primeiro lugar na produção de tomate entre os 399 municípios paranaenses.
O dia da pizza foi oficializado no Brasil em 1985. Portanto, fica a dica. Celebre esta sexta-feira com uma pizza, de preferência, com muito tomate.
ENDIVIDAMENTO
Integrantes das Frentes Parlamentares da Agropecuária (FPA) e do Cooperativismo (Frencoop) estiveram reunidos com representantes da equipe econômica do governo federal, em Brasília (DF), para tratar sobre questões relativas ao endividamento rural. De acordo com informações da FPA, o encontro terminou sem acordo, mas com o compromisso de uma resposta definitiva por parte do governo.
Segundo o superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti, a expectativa é de que essa solução definitiva seja apresentada com celeridade, de preferência antes do recesso no Congresso Nacional, que iniciará a partir da segunda quinzena de julho.
“Esperamos agilidade por parte do governo federal pois o endividamento afeta um grupo significativo de produtores rurais impactados por problemas climáticos e perda de renda devido aos baixos preços de mercado. Na semana passada, o governo federal anunciou o Plano Safra 2026/2027 mas é necessário que a questão das dívidas rurais seja equacionada o mais rápido possível para possibilitar que os agricultores possam dar continuidade às suas atividades no campo”, ressalta. Mafioletti destaca ainda que o setor produtivo espera que sejam contempladas as sugestões apresentadas pelos parlamentares.
A proposição aprovada no Senado garante:
- limite de crédito de R$ 10 milhões por beneficiário e de até R$ 50 milhões para cooperativas;
- enquadramento por comprovação de perda de no mínimo 30% da renda bruta em pelo menos duas ou mais safras entre 2019 e 2025;
- juros variando entre 3,5% e 7,5%, conforme o porte do produtor, e prazos de até 13 anos, sendo no mínimo dois anos de carência.
Já a proposta apresentada pelo Ministério da Fazenda nesta terça traz pontos diferentes:
- teto de até R$ 8 milhões por beneficiário;
- produtores afetados por intempéries climáticas seriam os beneficiados, não levando em consideração produtores que tiveram perda de renda;
- juros que variam entre 6% e 12% e prazo de pagamento de até 8 anos, sendo dois de carência com o pagamento dos juros nesse período.
EXPOTÉCNICA
Está chegando a 31a Expotécnica, que será realizada nos dias 15, 16 e 17 de julho em Sabáudia, no Sítio São José, do senhor Cláudio Vicente D’Agostini. O evento é promovido pelo IDR-PR e terá uma programação técnica muito interessante. Terá almoço, para evitar deslocamentos, com o preço de R$ 35 por participante.
Para mais informações, fale com o escritório do IDR-Paraná Apucarana: (43) 3420-4100.
TRIGO
Nós estivemos na região de Mauá da Serra e Marilândia do Sul. Depois, voltamos a Londrina utilizando estradas de terra, em um trecho de 20 quilômetros, do Castelo Eldorado até Guaravera, para depois pegar a PR 445.
É uma região de bastante trigo, por causa da altitude e do clima mais frio em comparação aqui com Londrina e com os municípios mais ao Norte, como Sertanópolis.
Nós vimos lavouras bonitas, com o trigo em fase inicial, muito verde, indo bem. A colheita começa no final de agosto e setembro. Até lá, fica a torcida para que não venha nenhuma geada e que a produção possa ser boa. A Conab prevê que o Brasil produza, em 2026, 6,38 milhões de toneladas de trigo. Para suprir a demanda interna, será necessário importar outras 7 milhões de toneladas.




