


Moradores do Centro de Londrina pedem apuração sobre imóveis da Rua Sergipe e destacam geração de empregos na região
19 de agosto de 2026Wilhan Santin
Redação Paiquerê
A unidade da Cocamar em Floresta – município vizinho a Maringá – registrou, no final da tarde da última sexta-feira, o recebimento de 60 mil toneladas de milho, o equivalente a 1 milhão de sacas de 60 quilos, na safra em andamento. Cerca de 90% das lavouras já foram colhidas no município e a expectativa é que esse volume continue avançando nos próximos dias.
Em média, a Cocamar em Floresta vem recebendo entre 3 mil e 4 mil toneladas de milho por dia, numa demonstração de que a estrutura é preparada e assegura agilidade na operação de entrega. Além de moegas comuns, há tombadores que possibilitam o descarregamento de uma carreta em apenas 7 minutos.
Floresta é a primeira unidade de toda a rede da cooperativa, na atual safra, a atingir a soma de 1 milhão de sacas. No geral, considerando todos os seus entrepostos nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, a expectativa é receber 1,7 milhão de toneladas de milho nesta safra de inverno.
LAVRADOR DE IMAGENS
Hoje, no dia mundial da fotografia, 19 de agosto, lembrei-me de grandes fotógrafos que retrataram o início de Londrina e de muitas cidades do Norte do Paraná. Um deles era também produtor rural. Estamos falando de Haruo Ohara, nascido em 5 de novembro de 1909.
Ele chegou a Londrina em agosto de 1933, aos 23 anos de idade, junto de seus pais e seus irmãos, depois de seis anos de trabalho em lavouras de café no município de Santo Anastácio, no Estado de São Paulo.
Em 17 de junho de 1934, Haruo se casou com Kô Sanada, em um rancho de palmito, tendo ovo frito como prato principal para os convidados. O fotógrafo pioneiro José Juliani fez o retrato dos noivos com as famílias. Eles tiveram nove filhos.
Com o trabalho nas lavouras, Haruo e Kô sustentavam as crianças. Na chácara, que chamaram de Arara, na região do atual Aeroporto de Londrina, diversificaram a produção, plantando também flores e frutas diversas.
Em 1938, Haruo adquiriu uma máquina fotográfica daquele homem que havia feito o retrato de seu casamento. Aos poucos, descobriu a magia da fotografia, aprendendo a encontrar as melhores luzes e os melhores ângulos. O equipamento passou a ser companheiro dele em todos os momentos, inclusive nas lavouras. Com dedicação e paixão, Haruo Ohara dominou as técnicas e deu às suas fotografias uma poesia digna de um homem de grande sensibilidade.
Autorretratos equilibrando enxadas, geadas, floradas, auroras e crepúsculos. Terreiros de café, crianças no meio das lavouras, mulheres trabalhando, gente escorregando nas ruas de lama da cidade, a Maria Fumaça fumegando na estação ferroviária lotada.
Sabiamente, Marcos Losnak e Rogério Ivano deram à biografia que escreveram de Haruo o título de “Lavrador de Imagens”. Haruo Ohara morreu em 25 de agosto de 1999, aos 89 anos de idade, deixando um notável acervo fotográfico, o qual a família doou, em 2008, ao Instituto Moreira Salles.
INOVAÇÃO
Cinco cooperativas paranaenses estão entre as mais inovadoras da região Sul do País. Elas foram reconhecidas em evento realizado na última semana, no Parque Tecnológico da PUCRS, em Porto Alegre, na categoria Cooperativas de Produção, na 22ª edição do Prêmio Campeãs de Inovação. O concurso é promovido pelo Grupo Amanhã, em parceria com o IXL-Center, consultoria em inovação com atuação em vários países.
A Lar Cooperativa Agroindustrial ficou com a primeira colocação na categoria, que também premiou a Coopavel, Frimesa, C.Vale e Cooperativa Tradição.
TRILHÕES
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reduziu para R$ 1,398 trilhão a projeção do Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária em 2026. A estimativa é inferior à divulgada no mês passado, de R$ 1,404 trilhão, e representa recuo de 4,5% em relação a 2025. A projeção para 2025 também foi revisada para baixo, de R$ 1,477 trilhão para R$ 1,464 trilhão.
Segundo o ministério, a queda anual está associada ao menor preço esperado para as commodities agrícolas em 2026 e à desaceleração da produtividade das lavouras. As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola.
O VBP mede o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores em todo o País. O indicador é calculado a partir do cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com preços coletados em fontes oficiais.
SOJA
As cotações do complexo soja avançaram no mercado doméstico, impulsionadas pela maior disputa entre consumidores internos e externos. Segundo pesquisadores do Cepea, as negociações foram favorecidas pela valorização do dólar frente ao Real, que aumenta a competitividade da soja brasileira no mercado internacional.
A relação entre estoque e consumo final da soja na safra 2025/26 deve atingir 33,5%, o menor percentual desde a safra 2022/23, segundo dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). De acordo com o Cepea, esse cenário reflete o crescimento da demanda global, impulsionado pelo aumento do consumo e das transações internacionais.
Para a temporada 2026/27, as projeções iniciais indicam oferta ainda maior, mas a demanda deve continuar a avançar em ritmo acelerado. Com isso, a relação estoque/consumo final está estimada em 32,3%, inferior à da temporada atual. Esse movimento segue dando suporte aos preços do complexo soja, segundo o Cepea.




