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21 de agosto de 2026Wilhan Santin
Redação Paiquerê
Hoje é um dia especial para a história do Norte Central do Paraná, porque há 97 anos, em 21 de agosto de 1929, chegou à área da atual Londrina a caravana encarregada pela Companhia de Terras Norte do Paraná para a posse definitiva da área e o início do projeto de colonização, que era essencialmente agrícola.
Estavam projetados núcleos urbanos cercados de chácaras que pudessem prover a alimentação básica e, na vasta zona rural, propriedades dedicadas a outras lavouras.
Em panfletos que distribuía em outros estados, a empresa colonizadora destacava: “Terras fertilíssimas, onde tudo nasce, tudo produz em abundância, altamente compensadora, como sejam café, milho, algodão, trigo, fumo, feijão, arroz e etc.”
A fertilidade das terras fez a Companhia vender 1.768 lotes entre setembro de 1929 e setembro de 1934, mesmo com a crise da quebra da Bolsa de Nova Iorque, em 1929, a Revolução de 1930, que levou Getúlio Vargas ao poder, e a Revolução de 1932, que foi uma guerra dos paulistas contra o governo nacional de Vargas.
Voltando a 21 de agosto de 1929, quando os enviados da Companhia de Terras, liderados por George Craig Smith, armaram as suas tendas na área que hoje é o Marco Zero, em frente ao Shopping Boulevard, certamente não imaginavam que o projeto se tornaria a capital mundial do café e, mais tarde, a segunda maior cidade do Estado e pólo de uma região que, no século 21, tem índices altíssimos de produtividades de grãos.
Vale lembrar que, em 1929, fora dos limites das áreas da Companhia, já havia a fazenda de Arnoldo Bulle e as propriedades dos irmãos Palhano, ambas em produção.
Recordar a história é motivo de orgulho para todos os produtores rurais do Norte do Paraná, porque, em menos de um século, nossa região se tornou exemplo para o mundo em diversas culturas agrícolas e também na evolução da pecuária.
BOVINOS
Vamos aos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre a pecuária no segundo trimestre de 2026.
Bovinos: No 2° trimestre de 2026, foram abatidas 10,72 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Essa quantidade representou uma variação positiva de 1,3% em comparação com o 2° trimestre de 2025 e aumento de 4,2% em relação ao 1° trimestre de 2026.
SUÍNOS
Suínos: O abate de suínos somou 15,58 milhões de cabeças no 2° trimestre de 2026, representando um aumento de 3,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e incremento de 2,0% em comparação ao 1° trimestre de 2026.
FRANGOS
Frangos: No 2° trimestre de 2026, foram abatidas 1,69 bilhão de cabeças de frango. Esse resultado foi 2,8% superior ao obtido no trimestre equivalente do ano anterior e 1,2% menor do que o verificado no 1° trimestre de 2026.
LEITE
Temos também os números do IBGE para o leite. A aquisição de leite cru pelos estabelecimentos sob algum tipo de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal) no 2° trimestre de 2026, foi de 6,61 bilhões de litros. O valor correspondeu a um acréscimo de 1,0% em comparação ao volume registrado no 2° trimestre de 2025 e queda de -2,5% em comparação ao obtido no trimestre imediatamente anterior.
OVOS
A produção de ovos de galinha foi de 1,25 bilhão de dúzias no 2° trimestre de 2026. O resultado representou um incremento de 0,3% em relação ao mesmo período do ano anterior e aumento de 2,6% em comparação ao 1° trimestre de 2026.




