


Decisiva nas urnas, classe C quer Estado que funcione, diz pesquisador
24 de agosto de 2026Wilhan Santin
Redação Paiquerê
Hoje temos uma efeméride interessante para a pecuária do Paraná e do Brasil. Em 1960, no dia 24 de agosto, o navio Vale de Colônia, que Celso Garcia Cid contratou para a primeira de suas importações de zebuínos da Índia, chegou à Baía de Paranaguá, com 103 cabeças de gado.
Era mais uma vitória do imigrante espanhol e pioneiro de Londrina, em uma batalha que começou em 10 de janeiro daquele ano, quando Ildefonso dos Santos, seu funcionário e amigo, embarcou 112 animais em um primeiro navio, no país asiático.
Durante um bom tempo, o gado teve que ficar em uma inóspita ilha na Guiana Francesa, porque Garcia Cid não conseguia autorização das autoridades sanitárias brasileiras para trazer os zebus, que melhorariam a genética do rebanho do Brasil. Outros criadores diziam que se tratava de um gado “empesteado”.
Mas Celso Garcia Cid era obstinado, apaixonado por pecuária e ciente de que os animais eram perfeitamente saudáveis e mandou a embarcação tocar viagem rumo ao litoral do Paraná. De 24 de agosto até 10 de setembro, os zebus ficaram a bordo do navio, ancorado na Baía de Paranaguá, até que houve autorização para o desembarque na Ilha das Cobras, onde os animais deveriam aguardar decisões de gabinetes sobre o futuro. Havia quem defendesse o abate sumário do rebanho importado.
Somente em 24 de dezembro de 1960, quatro meses depois de o Vale de Colônia chegar a Paranaguá, Celso Garcia Cid finalmente conseguiu alojar os animais oriundos da Índia em sua Fazenda Cachoeira, no município de Sertanópolis.
Hoje, é consenso que a ousadia desse pioneiro de Londrina foi muito importante para a evolução da pecuária do Brasil.
GETÚLIO VARGAS
Foi em um dia 24 de agosto, em 1954, que o então presidente do Brasil, Getúlio Vargas, suicidou-se, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.
Naquele tempo, o Brasil tinha um pouco menos de 70 milhões de habitantes e quase 60% da população vivia na zona rural.
Atualmente, de acordo com o IBGE, somos mais de 203 milhões de brasileiros, dos quais apenas 12,6% vivem no campo.
ONÇA-PARDA
Lemos na Folha de Londrina que uma onça parda foi resgatada na última quinta-feira (20), na região de Cornélio Procópio e encaminhada ao Hospital Veterinário da UniFil, em Londrina, para avaliação clínica. É uma fêmea jovem, que passou por exames de ultrassom, raio X e coleta de sangue, que constataram boas condições de saúde. A onça-parda foi alimentada e vai permanecer sob cuidados médicos, em repouso.
O dono de uma propriedade rural acionou a Polícia Ambiental e o Instituto Água e Terra (IAT) de Cornélio quando avistou a onça dentro de uma gaiola. O produtor tinha montado uma armadilha para capturar um cachorro que estava matando galinhas.
A equipe do HV da UniFil foi chamada para o resgate do animal, que deve ser reintegrado à natureza nos próximos dias – assim que o IAT definir a área adequada para soltura.
A onça-parda, que tem o nome científico de Puma concolor, também é conhecida como suçuarana, leão-da-montanha, leão-baio ou puma, dependendo da região do Brasil.
É o segundo maior felino das Américas. Fica atrás apenas da onça-pintada. A onça-parda pesa entre 22 quilos e setenta quilos e vive entre 8 e 13 anos.
Ela se adapta bem a qualquer clima e ambiente. É encontrada da América do Norte ao Chile e pode viver nas regiões quentes do Brasil ou nas montanhas nevadas da Patagônia.
Com os constantes encontros de onças-pardas, parece que este felino é abundante, o que não é verdade. A população estimada em todo o Brasil é de aproximadamente vinte mil indivíduos.
Acontece que a onça-parda precisa de um grande território. Um macho precisa de 150 quilómetros quadrados e ele dá uma volta completa nesse território a cada quatro ou cinco dias.
Os registros de ataques a humanos são raríssimos. A onça-parda tende sempre a fugir em casos de encontros.
Fica o nosso apelo aos amigos produtores rurais: não mate esse animal. Se algumas galinhas ou animais menores forem atacados em sua propriedade, acione a polícia ambiental ou o Instituto Água e Terra.
Atenção: se você se deparar com uma onça-parda, fique calmo, afaste-se lentamente, sem virar as costas para o felino. Não corra, porque ela pode te confundir com uma presa e, acredite, é muito mais rápida que você. A suçuarana pode chegar a 80 km/h.




