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Redação Paiquerê
O número elevado de acidentes de trânsito em Londrina passou a ser tratado também como uma questão de saúde pública. A preocupação é reforçada pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) durante a Semana Nacional do Trânsito, que segue até o dia 25 de setembro e busca chamar a atenção para a necessidade de reduzir as ocorrências nas ruas da cidade.
De janeiro a agosto deste ano, mais de 2 mil acidentes foram registrados no perímetro urbano de Londrina. Além das mortes, milhares de pessoas se envolveram em ocorrências que, em muitos casos, exigiram atendimento médico e encaminhamento para unidades de pronto atendimento e hospitais.
Cada acidente com vítima ferida representa uma nova demanda para o sistema de urgência e emergência, com mobilização de ambulâncias, equipes médicas, leitos e profissionais especializados. Em períodos de maior procura pelos serviços de saúde, principalmente nas portas de entrada das unidades de urgência, os acidentes de trânsito contribuem para aumentar a pressão sobre a rede.
Para o presidente da CMTU, Renan Salvador, reduzir o número de ocorrências significa não apenas preservar vidas, mas também evitar que pessoas precisem de atendimento hospitalar em situações que poderiam ser prevenidas.
Segundo ele, o crescimento da frota de veículos em Londrina é um dos fatores que exigem atenção do poder público. A preocupação envolve tanto a segurança dos usuários das vias quanto os impactos dos acidentes sobre os serviços de saúde.
Entre as ocorrências registradas no município, os acidentes envolvendo motocicletas são um dos principais pontos de atenção. Motociclistas estão entre os usuários mais vulneráveis do trânsito e, em caso de colisão, estão mais expostos a ferimentos graves.
Em 2025, 59 pessoas morreram em acidentes de trânsito em Londrina. Desse total, 37 eram condutores ou passageiros de motocicletas. Já em 2026, até o período considerado pela CMTU, foram registrados cerca de 2,4 mil acidentes envolvendo motos.
Os números reforçam a preocupação com a prevenção, a fiscalização e o cumprimento das regras de trânsito. A avaliação é de que medidas nessas áreas podem contribuir para reduzir o número de vítimas e, consequentemente, a demanda provocada pelos acidentes nos serviços de saúde.
O prefeito Tiago Amaral também destacou a necessidade de ações para melhorar a segurança no trânsito de Londrina. A administração municipal defende a combinação de conscientização, fiscalização e medidas de engenharia de tráfego para reduzir as ocorrências.
Ao comentar o cenário, o prefeito fez uma comparação com o período da pandemia de Covid-19, quando a circulação de veículos nas ruas diminuiu e, consequentemente, também houve redução nos acidentes, principalmente nos casos com mortes.
A Semana Nacional do Trânsito segue até 25 de setembro. Para o poder público, o período serve para reforçar uma preocupação que permanece ao longo de todo o ano: reduzir a velocidade, respeitar a sinalização e adotar um comportamento responsável no trânsito são medidas que podem evitar acidentes, mortes e novos atendimentos no sistema de saúde.




