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2 de outubro de 2026Wilhan Santin
Redação Paiquerê
Na última terça-feira, dia 29, o município de Toledo, no Oeste do Paraná, foi atingido por vendavais que deixaram grandes danos, inclusive nas lavouras de soja, porque o plantio vai adiantado naquela região, conforme noticiamos recentemente aqui no Paiquerê no Agro.
Muitos agricultores terão que fazer replantio. Daí, vem um exemplo bonito. O agricultor Giancarlo de Conto pediu ao agrônomo Cristiano Dall Agnol que divulgasse em grupos WhatsApp de produtores rurais que estava com quatro sacas de boas sementes disponíveis para doar. Assim, ajudou um colega em dificuldades.
O agricultor Luan Barbieri, que teve 12 alqueires devastados pelos ventos, ficou com as sementes.
Parabéns pela atitude, senhor Giancarlo. Ao Luan Barbieri desejamos um bom replantio e uma excelente safra.
No ícone de play acima deste texto, você pode ouvir o nosso programa completo, incluindo um depoimento do agricultor Giancarlo de Conto.
Arroz de sequeiro
Recebemos um comunicado interessante da Universidade Federal de Lavras (UFLA), do Rio Grande do Sul.
Uma pesquisa que está sendo desenvolvida por lá busca ampliar as possibilidades de produção de arroz no Brasil a partir do chamado “arroz verde”, cultivado em sistema de sequeiro. O trabalho é conduzido pelo programa Melhor Arroz, que atua há mais de uma década no desenvolvimento genético de arroz de terras altas, com foco em linhagens produtivas, sustentáveis e tolerantes à seca.
Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mais de 80% da produção nacional vem do arroz irrigado, cultivado principalmente no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Tocantins. De acordo com a pesquisadora Flávia Barbosa Silva Botelho, coordenadora do programa Melhor Arroz, o sistema de produção inundado consome muita água e também é um dos grandes responsáveis pela emissão de metano, um gás relacionado ao efeito estufa. O arroz de terras altas é uma alternativa mais sustentável.
O Brasil é o maior produtor de arroz fora do continente asiático e produz aproximadamente 11 milhões de toneladas por ano, volume próximo ao total consumido pela população brasileira. Eventos extremos em importantes regiões produtoras, como as enchentes registradas no Rio Grande do Sul, podem afetar o abastecimento nacional.
O arroz de terras altas, também conhecido como arroz de sequeiro, pode ser cultivado no mesmo sistema agrícola empregado em culturas como soja e milho, o que permite sua inclusão na rotação e ou sucessão com soja, milho, feijão e trigo.
A diversificação também pode ajudar a reduzir problemas relacionados ao uso contínuo dos mesmos herbicidas, especialmente em sistemas baseados em soja e milho resistentes ao glifosato. A inclusão do arroz no ciclo agrícola permite diferentes manejos e contribui para o controle de plantas daninhas resistentes. “O arroz entra como mais uma opção para o produtor e ajuda a manter a sustentabilidade do sistema de produção”, afirma a pesquisadora Flávia Barbosa Silva Botelho.
Fica a nossa torcida para que as pesquisas avancem e que o arroz de sequeiro se torne opção interessante e viável para os agricultores.
História
Como os ouvintes me cobram sobre contar histórias, vamos lembrar que, no dia 3 de outubro de 1955 teve eleições gerais no Brasil. Juscelino Kubitschek foi eleito presidente da república, Moisés Lupion se tornou o governador do Paraná, e Antônio Fernandes Sobrinho, com 3.994 votos, sagrou-se prefeito de Londrina. Ele foi o responsável por obras como a Concha Acústica e o Lago Igapó.
José Fortuna
Em 2 de outubro de 1923, nasceu José Fortuna, um dos maiores compositores da música sertaneja do Brasil. Natural de Itápolis, filho de imigrantes italianos, Fortuna compôs mais de duas mil músicas, entre elas Índia, Terra Tombada, O Ipê e o Prisioneiro, Cheiro de Relva e Berrante de Ouro.




