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13 de outubro de 2026Redação Paiquerê
O cantor baiano Netinho, um dos nomes mais conhecidos do axé music no Brasil, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em um hospital de Salvador. O artista enfrentava um câncer do sistema linfático, diagnosticado em março de 2025.
Conhecido nacionalmente pelo sucesso “Milla”, Netinho marcou a música brasileira durante a década de 1990, período em que o axé music ganhou projeção em todo o país. Ao longo da carreira, também ficou conhecido por canções como “Beijo na Boca” e “Fim de Semana”.
Diagnóstico e tratamento
Netinho revelou o diagnóstico de câncer do sistema linfático em 22 de março de 2025, após ser internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, com fortes dores nas pernas.
Desde então, o cantor passou por diferentes etapas de tratamento e compartilhou informações sobre o processo de recuperação pela internet. A doença exigiu acompanhamento médico na capital baiana.
O câncer do sistema linfático pode se manifestar em diferentes tipos de linfoma, doenças que afetam células do sistema imunológico e estruturas como os gânglios linfáticos.
Sucessos marcaram o axé music
Nascido na Bahia, Netinho ganhou destaque nacional durante a expansão do axé music, movimento musical que levou ritmos e artistas baianos a grandes eventos, programas de televisão e palcos de diversas regiões do Brasil.
Entre seus maiores sucessos, “Milla” tornou-se uma das canções mais associadas ao cantor e um dos marcos populares do gênero. A música conquistou espaço em festas, carnavais e apresentações musicais, consolidando a presença do artista no cenário nacional.
Com voz característica e presença de palco, Netinho construiu uma trajetória ligada à popularização da música baiana e à consolidação do axé como um dos gêneros de maior alcance popular no país.
Legado na música brasileira
A carreira de Netinho ficou associada a uma geração de artistas que ajudou a transformar o carnaval de Salvador em uma referência nacional e internacional. Suas canções permaneceram presentes no repertório do axé music e na memória do público que acompanhou a ascensão do gênero nos anos 1990.
A morte do cantor encerra a trajetória de um dos artistas que contribuíram para levar a música baiana a diferentes públicos brasileiros.




