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13 de outubro de 2026Sérgio Ribeiro
Redação Paiquerê
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) estuda mudanças na operação do transporte coletivo de Londrina, com a possibilidade de reduzir linhas e a quantidade de ônibus em trajetos com baixa ocupação. A medida faz parte do plano de contenção de gastos da Prefeitura, que prevê um déficit de R$ 205 milhões neste ano.
O objetivo é diminuir as despesas do sistema sem comprometer o atendimento aos passageiros. O presidente da CMTU, Renan Salvador, destacou o peso do subsídio destinado ao transporte público nas contas municipais e comparou o volume de recursos a um orçamento que poderia ser destinado à criação de uma nova secretaria.
Entre as alternativas em análise está a reestruturação de 25 linhas consideradas ociosas ou com baixa demanda de passageiros. A proposta prevê ajustes nos trajetos, nas paradas e nos intervalos entre as viagens, além da adequação da quantidade de ônibus conforme a necessidade de cada linha.
As mudanças ainda estão em discussão com as empresas responsáveis pela operação do sistema. Por enquanto, não há definição sobre quais linhas serão alteradas.
Atualmente, o subsídio previsto pela Prefeitura de Londrina para custear o transporte coletivo gira em torno de R$ 170 milhões em 2026. O município, porém, anunciou a intenção de limitar os repasses a R$ 100 milhões até dezembro. Para 2027, a meta apresentada é reduzir o valor para R$ 50 milhões.
A revisão dos custos do transporte coletivo é uma das medidas consideradas necessárias diante da situação financeira do município. Segundo Renan Salvador, a definição das mudanças depende das discussões em andamento com as concessionárias.
O presidente da CMTU também afirmou não ter informações sobre a situação de eventuais repasses atrasados às empresas. De acordo com ele, a gestão desses pagamentos é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Fazenda.




