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Redação Paiquerê
Em todos os países hoje é um dia para se lembrar sobre a importância da alimentação para os seres humanos. A data remete à criação, em 16 de outubro de 1945, da FAO, que é a agência da Organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura.
Neste ano, o tema do dia mundial da alimentação é “Inovar hoje para nutrir o amanhã.”
No Brasil, podemos nos orgulhar de ter uma agropecuária inovadora e que contribui fortemente para a produção de alimentos para a humanidade.
De acordo com a FAO, aproximadamente 7,8% da população mundial, ou seja 645 milhões de pessoas, enfrentaram a fome em 2025. Fica a nossa torcida para que a desigualdade acabe e a dignidade torne-se realidade para todos.
Dia Mundial do Pão
Hoje também é o dia mundial do pão. E, quando falamos em pão, logo pensamos nos nossos amigos que se dedicam à produção de trigo, cultura que se mostra mais desafiadora a cada safra. Fica também o nosso reconhecimento aos profissionais que transformam o trigo em farinha, em nossos moinhos, e a todos que fazem da farinha os nossos pães de todos os dias.
Milho
No programa de ontem, falamos sobre o plantio da soja no Paraná. Alguns ouvintes mandaram mensagens questionando sobre o andamento da safra de milho de verão.
Vamos lá. No Paraná, pouca gente planta milho na primeira safra. O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SEAB) estima que teremos 371 mil hectares de solos do Estado ocupados com esse cereal. Desse total, 311.647 hectares, que correspondem a 84%, já receberam as sementes e estão em desenvolvimento.
Na regional de Londrina, o milho já foi plantado em 78% dos 4.570 hectares que serão dedicados ao cereal nesta safra de verão.
História
Em 1958, Cabecinha no Ombro, na voz de Alcides Gerardi, era uma das músicas mais tocadas nas emissoras de rádio do Brasil.
Londrina vivia o auge de sua efervescência, com o seu aeroporto consolidado como o terceiro mais movimentado do Brasil e a população total chegando a 130 mil habitantes.
Mais da metade de todo o café brasileiro era produzido no Norte do Paraná e os cafeicultores estavam insatisfeitos com o preço do produto.
Liderados por Álvaro Godoy, os produtores rurais decidiram organizar um evento que chamaram de Marcha da Produção. A ideia era reunir milhares de automóveis que sairiam do Paraná e de São Paulo em 18 de outubro de 1958 e chegariam ao Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, para um grande protesto.
O então Presidente da República, Juscelino Kubitschek não gostou da ideia e mobilizou as tropas federais para impedir a marcha. A partir do dia 15 de outubro, homens do Exército já revistavam automóveis em rodovias da região.
No dia 17, tropas fortemente armadas estavam em todos os entroncamentos rodoviários pelos quais passariam os cafeicultores e chegaram a ameaçar dinamitar a ponte do Rio Tibagi, entre Ibiporã e Jataizinho, se isso fosse necessário para impedir a Marcha da Produção.
Na manhã de 18 de outubro, cafeicultores saíram de Maringá, com o objetivo de chegar a Londrina, onde dezenas de jipes os aguardavam para seguir em direção ao Rio de Janeiro. Mas eles andaram apenas quatro quilômetros e foram barrados pelo Exército. Sabendo do insucesso dos amigos maringaenses, os londrinenses resolveram não pegar a estrada e a Marcha da Produção não aconteceu, mas incomodou o governo federal, que utilizou todas as forças para impedir o protesto.
Ficou para a história da agropecuária do Paraná.




