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O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou cinco homens por homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado em razão de um atentado a tiros ocorrido em 19 de junho, em uma barbearia no bairro Cará-Cará, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. Um empresário de 39 anos morreu após ser confundido com o alvo do ataque, e o barbeiro, proprietário do estabelecimento, ficou ferido.
A denúncia foi apresentada na quinta-feira (15) pela 10ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa. Segundo o MPPR, os cinco homens teriam participado do planejamento e da execução do crime, com divisão de tarefas. O objetivo era matar outro homem, que havia deixado a barbearia pouco antes dos disparos.
Conforme a acusação, o atirador, de 25 anos, entrou no estabelecimento armado com uma pistola calibre 9 milímetros e disparou contra o empresário, acreditando que ele fosse o alvo pretendido. O barbeiro também foi atingido por tiros no tórax, mas sobreviveu após receber atendimento de emergência e assistência médico-hospitalar.
De acordo com o Ministério Público, os denunciados desempenharam diferentes funções na preparação do atentado. Um homem de 31 anos teria participado do planejamento e levado o atirador para reconhecer a região. Outro, de 34 anos, é apontado como responsável pelo recrutamento dos executores, fornecimento da arma e organização do transporte.
Um terceiro denunciado, de 24 anos, teria cedido a residência para encontros do grupo, providenciado carregadores municiados e ajudado a organizar a motocicleta utilizada no crime. Ele também teria auxiliado na retirada do atirador de um esconderijo após um acidente durante a fuga e intermediado a ocultação da arma.
Já um homem de 27 anos teria levantado informações sobre a presença do alvo na barbearia e conduzido o atirador de motocicleta até o local, aguardando nas proximidades para facilitar a fuga. Os dois sofreram um acidente durante a evasão.
O MPPR sustenta que os crimes foram cometidos de forma a dificultar a defesa das vítimas, devido à surpresa dos disparos, e aponta o uso de arma de fogo de uso restrito.
A Promotoria também pediu que a Justiça estabeleça valores mínimos de indenização pelos danos causados. O pedido é de pelo menos R$ 200 mil aos familiares do empresário morto e R$ 100 mil ao barbeiro que sobreviveu.
A denúncia formaliza a acusação do Ministério Público. A responsabilidade criminal dos cinco denunciados ainda deverá ser analisada pela Justiça.




