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Redação Paiquerê
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), deflagrou na quarta-feira (28) a segunda fase da Operação Umbra, que investiga a atuação de uma célula regional do Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação cumpriu sete mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão.
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de envolvimento com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo, controle disciplinar dos próprios integrantes e um duplo homicídio.
De acordo com o promotor de Justiça Leandro Antunes Machado, entre os alvos da operação estão integrantes que ocupavam posições de destaque na estrutura da organização criminosa. Um deles seria responsável pela chamada “geral da região 43”, enquanto outro exerceria a função de “final 100%” no Paraná. As funções estariam relacionadas à hierarquia e ao comando do grupo.
Outro eixo da investigação envolve uma suposta articulação para reunir assinaturas e viabilizar, em Brasília, um projeto de lei de iniciativa popular que buscava flexibilizar as regras para visitas íntimas em estabelecimentos prisionais. Conforme o Gaeco, a mudança poderia beneficiar integrantes da facção.
A apuração aponta que pessoas teriam sido incentivadas a participar do abaixo-assinado em troca de porções de drogas. O promotor de Justiça José Montesino, que também atua no caso, detalhou a suspeita de articulação e a participação de integrantes da organização na iniciativa.
Investigação de duplo homicídio em Rolândia
A segunda fase da Operação Umbra também avançou na apuração de um duplo homicídio registrado em 2024, em Rolândia, no norte do Paraná. Conforme o Gaeco, as diligências permitiram identificar suspeitos de envolvimento no crime, que teve como vítimas um integrante do PCC e uma criança.
Os investigados também poderão responder por crimes relacionados à organização criminosa, ao tráfico de drogas e por outras infrações que venham a ser comprovadas no decorrer das investigações.
Celulares e armas são apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam documentos, aparelhos celulares, armas de fogo e drogas. Os materiais serão submetidos a análises e perícias.
A expectativa dos investigadores é que, especialmente, os dados extraídos dos celulares ajudem a esclarecer as comunicações entre os suspeitos, a estrutura de funcionamento do grupo e a possível participação de outras pessoas nas atividades investigadas.
O Gaeco segue apurando a extensão da atuação da célula regional do PCC e a eventual prática de outros crimes. Novas medidas judiciais poderão ser adotadas caso sejam reunidas provas que as justifiquem.




