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A Estrada do Rezende, no Patrimônio Regina, pode se tornar a primeira via rural de Londrina a receber um novo modelo de recuperação de estradas. A prefeitura autorizou na quinta-feira (5) o início das obras de microrrevestimento asfáltico a frio em um trecho de 2,57 quilômetros. O serviço será executado pelo Consórcio Intermunicipal de Inovação e Desenvolvimento do Paraná (Cindepar) e deve começar logo após o recesso de Carnaval, com prazo máximo de 60 dias.
Antes da pavimentação, o local passou por um processo incomum para Londrina: a aplicação de um estabilizador de solo, produto químico que compacta a base de terra. A compra foi feita pelos próprios moradores, que dividiram os custos. Com o solo preparado, a prefeitura liberou o revestimento asfáltico.
As equipes da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento iniciaram nesta quinta-feira a limpeza e a regularização da via, além da finalização do sistema de drenagem. A pavimentação, custeada com R$ 391,4 mil de recursos municipais, abrangerá uma área de 12.850 m². O uso da usina móvel do Cindepar, segundo a prefeitura, reduz custos em comparação ao modelo tradicional de asfaltamento.
O microrrevestimento a frio é uma técnica mais rápida de aplicar, com baixo tempo de cura e menor custo. O método também melhora a aderência do solo e reduz infiltrações, poeira e buracos — problemas recorrentes nas estradas rurais da região.
Expectativa dos moradores
Para quem vive na região, a intervenção representa uma mudança significativa na rotina. Laércio Ferreira de Andrade, morador próximo ao trecho, afirma que a obra deve resolver dificuldades em dias de chuva. “O ônibus escolar não conseguia buscar as crianças quando o barro tomava conta. Quando não é barro, é poeira. A pavimentação vai ajudar em tudo, inclusive no turismo rural”, disse.
José Mariano, dono do sítio que servirá como base operacional da obra, comemorou o início dos trabalhos após anos de espera. “Moro aqui há 28 anos e essa estrada sempre foi um problema. Agora, parece que enfim vai mudar”, afirmou.
Possível modelo para outras regiões
O prefeito Tiago Amaral avalia que o sistema pode ser replicado em outras estradas rurais de Londrina, caso os resultados sejam positivos. A proposta combina o preparo do solo com estabilizador e o revestimento a frio, técnica mais barata do que o asfalto tradicional. A administração municipal afirma que métodos semelhantes já são usados em outros municípios do país.
O secretário de Agricultura e Abastecimento, Gilmar Domingues Pereira, destaca que o modelo ainda é novo para Londrina, mas tem mostrado bons resultados em outras cidades. “O que estamos testando aqui pode funcionar em vários trechos rurais, desde que as condições de solo e clima sejam favoráveis”, afirmou.
O diretor executivo do Cindepar, Rafael Cortez, explica que as condições de tempo serão determinantes para o ritmo da obra. Em períodos sem chuva, o serviço pode ser concluído em cerca de duas semanas. “O clima pode alongar um pouco o cronograma, mas a cura do material é rápida, em torno de 24 horas”, disse.
O maquinário utilizado inclui caminhão com usina acoplada, que espalha e finaliza o revestimento simultaneamente, agilizando o processo.
Com Ncom




