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A Prefeitura de Londrina realizou, na semana passada, a primeira reunião do Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento (CIAMP-RUA), grupo criado para estruturar e acompanhar o novo Plano Municipal para a População em Situação de Rua. O plano foi instituído em outubro de 2025 e está em fase de elaboração.
O comitê foi implementado pelo Decreto Municipal nº 1.305/2025 e reúne representantes de diferentes secretarias e órgãos, como Assistência Social, Saúde, Defesa Social, Educação, Trabalho, Cultura, Cohab-LD e Fundação de Esportes de Londrina. O objetivo é integrar ações, avaliar demandas, propor estratégias e monitorar políticas voltadas às pessoas que vivem nas ruas.
Coordenado por Rodrigo Souza — atual secretário de Recursos Humanos e responsável pela criação do comitê quando ocupava a Secretaria de Governo —, o CIAMP-RUA teve nesta primeira reunião a definição do calendário de encontros ao longo de 2026. As reuniões bimestrais ocorrerão em 14 de abril, 9 de junho, 11 de agosto, 13 de outubro e 8 de dezembro.
Também foi criado um Grupo de Trabalho responsável por elaborar o novo plano. A primeira reunião deste grupo está marcada para 24 de fevereiro, com previsão de apresentação de um esboço inicial em abril. Durante o encontro, foram sugeridas as inclusões das secretarias de Políticas para Mulheres, do Idoso e de Agricultura e Abastecimento no comitê, além do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA) como convidado permanente — assim como já ocorre com o Ministério Público e a Defensoria Pública.
Segundo Rodrigo Souza, a reunião inicial serviu para alinhar expectativas e organizar o processo de construção do plano. Ele destacou que a substituição do antigo Comitê Pop-Rua pelo CIAMP-RUA ajusta a estrutura municipal aos modelos Estadual e Federal, além de reforçar o papel de integração entre secretarias e de escuta da sociedade.
O secretário municipal de Assistência Social, Cláudio Melo, avalia que o novo plano deve ampliar a articulação entre áreas essenciais ao atendimento da população em situação de rua. Ele cita assistência social, saúde, educação, segurança e saúde mental entre as políticas que deverão atuar de forma mais coordenada.
A diretora de Proteção Social Especial da pasta, Carolina Fávaro, classificou o encontro como um marco para a construção coletiva do plano, ressaltando a importância do diálogo intersetorial e da participação de diferentes atores envolvidos na política pública.
O CIAMP-RUA terá entre suas atribuições propor políticas, monitorar a execução do plano, criar grupos temáticos, sugerir ajustes e acompanhar a articulação entre as diversas áreas responsáveis pelo atendimento à população em situação de rua. O comitê também deverá participar de reuniões com diferentes segmentos da sociedade para ampliar o diálogo e consolidar estratégias.
O plano municipal em construção pretende abranger ações como acolhimento, cuidados em saúde física e mental, moradia, capacitação profissional, inclusão produtiva, prevenção de riscos e acesso a direitos básicos. A proposta busca fortalecer mecanismos de superação da situação de rua e promover reinserção social, com foco em dignidade e qualidade de vida.
Com Ncom




