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A realização da semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino recolocou Londrina no centro de uma discussão nacional sobre legislação municipal e participação de atletas trans em competições femininas. A vereadora Jessicão (PP) protocolou um requerimento na Câmara Municipal de Londrina pedindo que a Prefeitura cumpra integralmente a Lei Municipal nº 13.770/2024, que proíbe a participação de atletas cujo gênero declarado esteja em desacordo com o sexo biológico de nascimento em disputas esportivas femininas no município.
O pedido ocorre às vésperas da partida marcada para 27 de fevereiro, no ginásio Moringão, e envolve diretamente o Osasco São Cristóvão Saúde, equipe semifinalista da competição. O time conta com a jogadora trans Tifanny Abreu, cuja situação esportiva se divide entre liberações nacionais e restrições internacionais.
No documento enviado ao Executivo, a vereadora afirma que a legislação está vigente e tem eficácia imediata, não dependendo de regulamentação para ser aplicada. Ela solicita que a Prefeitura:
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assegure o cumprimento integral da lei;
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impeça a realização do evento caso haja descumprimento da norma;
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revogue eventuais autorizações administrativas, como alvarás;
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aplique as penalidades previstas na legislação;
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adote medidas legais cabíveis para garantir o respeito às regras municipais.
A Prefeitura de Londrina ainda não se manifestou oficialmente sobre o requerimento.
Situação esportiva de Tifanny: liberada no Brasil, barrada pela FIVB
Enquanto o debate jurídico ocorre no âmbito municipal, a situação esportiva de Tifanny segue dividida entre diferentes entidades reguladoras.
No Brasil, competições organizadas pela Confederação Brasileira de Voleibol permitem sua participação. A atleta cumpre os critérios estabelecidos, incluindo limites hormonais, e está liberada para atuar normalmente na Superliga Feminina de Vôlei.
No cenário internacional, porém, a FIVB ainda não autorizou sua presença em competições como o Sul-Americano de Clubes e o Mundial de Clubes. A entidade solicita novo parecer do Comitê de Elegibilidade de Gênero, processo que segue em análise. Mesmo presente com o Osasco na viagem para o Sul-Americano, a atleta ficou fora da lista de jogo.




