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5 de março de 2026Redação Paiquerê
O Londrina Esporte Clube estuda implementar, no futuro, a biometria facial como método de acesso dos torcedores ao estádio. A informação foi detalhada pela gerente comercial do clube, Natália Cotrim, em entrevista ao Portal da Rádio Paiquerê 91,7, durante o programa Bate Bola.
A tecnologia já é exigida pela CBF para clubes da Série A e vem sendo adotada gradualmente nas principais arenas do país. No caso do LEC, a diretoria projeta a adoção do sistema a longo prazo, para evitar surpresas com futuras exigências regulatórias.
Segundo Cotrim, a implantação imediata poderia gerar falhas operacionais e atrasos no acesso do público.
“A biometria facial é um caminho inevitável para todos os clubes. A implantação é gradual e exige uma temporada inteira de transição. É um processo muito tecnológico e, por isso, precisamos de um trabalho educacional forte com o torcedor”, afirmou.
Implantação exige testes e período de adaptação
O clube avalia que o processo demanda pelo menos uma temporada de testes antes de ser adotado em definitivo. Caso seja implementado inicialmente no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), que será a casa do Tubarão na Série B, o sistema poderá ser posteriormente estendido ao Estádio do Café.
Com a biometria, a capacidade atual do Café — de cerca de 19 mil torcedores — poderia ser ampliada futuramente. Pela legislação, estádios com mais de 20 mil lugares precisam obrigatoriamente da tecnologia.
Para a final do Campeonato Paranaense, neste sábado (7), contra o Operário Ferroviário Esporte Clube, a lotação segue limitada, já que o estádio não conta com o equipamento.
“Haveria ruído na comunicação no momento do acesso. O torcedor poderia não conseguir entrar. Não é algo possível de uma semana para outra. Já temos estudos e caminhamos para a biometria, mas a longo prazo. É inviável cadastrar quase 20 mil pessoas em tão pouco tempo, mesmo com uma força-tarefa”, reforçou.
Cotrim também descartou a abertura de novos lotes de ingressos.
“Trabalhamos com o limite do estádio. O laudo de segurança estabelece a capacidade máxima, conforme a Lei Geral do Esporte. Dividimos a carga de ingressos com prioridade ao sócio-torcedor inicialmente, e precisamos cumprir isso. Não há possibilidade de abrir novos lotes”, afirmou.
Operação especial para a decisão
A final contra o Operário deve registrar o maior público no Café desde 2018. Para evitar atrasos e tumultos, o clube prepara uma operação especial.
Os portões serão abertos às 14h, duas horas antes do início da partida. A orientação é para que os torcedores cheguem com antecedência.
“Estamos nos preparando para receber bem o torcedor. O ideal é que todos cheguem cedo. Quem comprou ingresso de meia-entrada deve levar documentos, e crianças que retiraram ingresso no VGD também precisam de identificação. Abriremos a entrada do kartódromo e a entrada principal, todas com estrutura reforçada. Teremos mais de 50 profissionais para validar os ingressos e agilizar o fluxo”, explicou.
Haverá também alterações no trânsito na região do estádio. Em conjunto com os órgãos de segurança, será realizado bloqueio na avenida Henrique Mansano, da praça até a altura dos vestiários, para reduzir o cruzamento entre torcidas e melhorar a circulação.
O clube reforça ainda que torcedores do Londrina não devem adquirir ingressos destinados ao setor visitante.
“Não há como mudar: o ingresso visitante dá acesso apenas ao setor visitante. Se o torcedor tentar entrar em outro local, a catraca não libera. Além disso, o torcedor do Londrina que adquirir ingresso para esse setor não poderá entrar usando cores do clube. É um alinhamento feito com a Polícia Militar e a Guarda Municipal para garantir a segurança de todos”, completou.




