


Bruno Santos é artilheiro do Paranaense e Kozlinski o goleiro menos vazado
10 de março de 2026


Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026
10 de março de 2026Redação Paiquerê
Os diálogos para a elaboração do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica de Londrina (PMMA) têm mais uma etapa nesta quarta-feira (11). Pela primeira vez, a discussão ocorre na área urbana, no auditório da Prefeitura, às 19h, com participação aberta ao público. Nas semanas anteriores, audiências já haviam sido promovidas nos distritos de Lerroville e São Luiz.
A oficina integra o processo de mobilização social coordenado pela Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), com presença de representantes do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma). Universidades, escolas, ONGs e outras instituições também foram convidadas. A participação é gratuita e não exige inscrição.
A apresentação técnica será conduzida pelo biólogo Eduardo Panachão, da empresa Master Ambiental, responsável pela elaboração do plano. Ele irá expor o diagnóstico preliminar das áreas remanescentes de Mata Atlântica em Londrina e esclarecer como o documento deve orientar políticas públicas de conservação e recuperação nos próximos anos.
O público poderá propor sugestões, relatar experiências e apontar demandas específicas de bairros e regiões, tanto rurais quanto urbanas. Nas audiências anteriores, jovens e moradores destacaram a importância de áreas como o Parque Estadual Mata dos Godoy, o Parque Arthur Thomas e a Mata do Barão, além de citações ao Ribeirão dos Apertados e ao registro frequente de animais silvestres na zona rural.
Segundo a professora Daniele da Costa, da Gerência de Parques e Biodiversidade da Sema, a participação dos estudantes tem sido um dos pontos fortes do processo. Ela destaca que esse público se torna multiplicador das discussões ambientais e contribui com percepções que dialogam diretamente com a realidade local.
A assessora de Planejamento Estratégico da Sema, Fabiana Borelli Amorim, afirmou que uma quarta audiência pode ser adicionada ao cronograma, possivelmente em Paiquerê, no dia 28 de março, para ampliar a participação da zona rural.
Paralelamente às audiências, segue aberta até 16 de março a consulta pública online disponibilizada no Portal da Prefeitura. Até o momento, 232 contribuições foram enviadas pelos moradores. As respostas serão utilizadas na elaboração do diagnóstico socioambiental que embasará o PMMA.
O plano, previsto para ser concluído até agosto de 2026, não terá custos para o Município, sendo financiado por meio de medida compensatória de um empreendimento resultante de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). Prefeitura e Consemma acompanham todas as etapas e devem consolidar as sugestões da população para a versão final do documento.




