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26 de março de 2026Redação Paiquerê
Após um período de trabalhos internos e restauração, o Museu de Arte de Londrina reabre ao público na próxima quarta-feira (1º), retomando suas atividades no prédio da antiga Rodoviária, na Rua Sergipe, 640. A volta ao espaço projetado por Vilanova Artigas — marco da arquitetura modernista e da memória afetiva dos londrinenses — simboliza um novo capítulo para a instituição.
A programação de reabertura começa às 10h, com coletiva de imprensa organizada pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC). À noite, a partir das 19h, haverá apresentações do violonista Natanael Fonseca, da Orquestra de Câmara Solistas de Londrina, e do Coro Voz Viva.
O público poderá visitar duas exposições inaugurais: “Cidade Londrina”, com obras do acervo do próprio museu, em celebração aos seus 33 anos; e “A Riqueza de um patrimônio em movimento: por dentro da vida e da coleção Vladmir Kozák”, do acervo do Museu Paranaense. A programação também inclui o lançamento do documentário “Londrina, a Cidade Moderna de Artigas”, dirigido por Luciano Pascoal.
Museu como polo cultural
O secretário municipal de Cultura, Marcão Kareca, aponta o museu como um dos principais equipamentos culturais da cidade, tanto pelo valor simbólico quanto pelo papel formativo. Ele destaca que o espaço funciona como ambiente de criação, trocas e experiências, recebendo artistas, estudantes e o público geral. Para o secretário, o museu atua como motor da economia criativa e reforça a identidade cultural de Londrina.
A diretora de Ação Cultural da SMC, Maria Luisa Alves Fontenelle, avalia a reabertura como um reencontro da cidade com um de seus espaços mais emblemáticos. Ela explica que o objetivo é retomar o museu como ambiente vivo de aprendizagem, produção cultural e convivência, reforçando seu caráter democrático e aberto à diversidade.
Nos bastidores, equipes trabalharam no retorno do acervo e na reorganização da Biblioteca Especializada em Arte “Francisca Campinha Garcia Cid”, preparando o espaço para receber novamente visitantes e pesquisadores.
Novas propostas para 2026
A programação de 2026 prevê mudanças e ampliação das atividades. Uma Comissão Curatorial, formada por representantes de instituições culturais, artísticas e acadêmicas, contribuirá para definir políticas de acervo e a agenda anual. O museu também passa a adotar editais públicos como modelo de ocupação, abrindo espaço para projetos de exposição, oficinas, cursos e atividades formativas de diferentes linguagens.
Programas já consolidados seguem ativos, como o Museu Educativo, voltado a visitas mediadas e ações arte-educativas, e o Museu de Arte em Diálogos, que registra trajetórias de artistas do acervo. Além disso, Londrina receberá uma exposição itinerante do Museu Paranaense por meio do programa “Satélites de Museus”.
Está prevista ainda a ampliação de parcerias para uso dos espaços do museu e, futuramente, a implantação de um café cultural mediante processo licitatório.
Restauração do prédio
O retorno do museu acontece após uma restauração ampla realizada pela Prefeitura. As intervenções incluíram recuperação da calçada externa em petit pavé, restauração dos pisos internos, pintura, novas grades, modernização do ar-condicionado e a criação de uma área de embarque e desembarque.
Um novo projeto de iluminação cênica foi instalado, tanto nas áreas expositivas quanto nos ambientes externos. Também foram atualizados o padrão de energia e o sistema de para-raios, além de adaptações de acessibilidade em banheiros, entrada e áreas internas.
O investimento total foi de R$ 2,1 milhões, provenientes da Lei Aldir Blanc (R$ 1 milhão), de emenda parlamentar do deputado federal Padovani (R$ 420 mil) e de recursos do Município.
Com a reabertura, o Museu de Arte de Londrina volta a integrar a rotina cultural da cidade, abrindo novamente suas portas para encontros, exposições, formação e diálogo com o público.




