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A Prefeitura de Londrina apresentou, na tarde de segunda-feira (31), o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2027. O documento estima as receitas e fixa as despesas do município para o próximo exercício.
A proposta prevê R$ 3,980 bilhões em receitas no orçamento fiscal, que reúne a administração direta e indireta e a Câmara Municipal. Somado ao orçamento de investimentos das empresas públicas, estimado em R$ 5,07 milhões, o orçamento geral chega a R$ 3,985 bilhões.
A audiência pública de apresentação do projeto foi realizada com a participação presencial de cerca de 50 pessoas, entre servidores públicos, representantes da Câmara Municipal e integrantes de conselhos. A reunião também foi transmitida pela internet.
Segundo a Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Tecnologia (SMPOT), a elaboração da LOA considera as diretrizes estabelecidas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e pelo Plano Plurianual (PPA).
Entre as áreas com maior previsão de recursos está a educação. O projeto destina R$ 797,5 milhões para Manutenção e Desenvolvimento do Ensino, o equivalente a 33,79% da receita considerada para o cálculo. O percentual mínimo previsto na legislação é de 25%.
Para a saúde, estão previstos R$ 528,2 milhões em repasses ao Fundo Municipal de Saúde, correspondentes a 22,61% da receita de impostos. O mínimo constitucional para aplicação na área é de 15%.
O projeto também prevê R$ 1,5 bilhão para ações voltadas a crianças e adolescentes de 0 a 18 anos, dentro do chamado Orçamento Criança. Os recursos serão distribuídos entre saúde, educação, assistência social e direitos da cidadania.
Gastos com pessoal
As despesas com pessoal e encargos sociais estão estimadas em R$ 2,401 bilhões. Desse total, R$ 54,2 milhões correspondem ao Legislativo, R$ 1,13 bilhão à administração direta e R$ 1,20 bilhão à administração indireta.
De acordo com a Prefeitura, o valor representa 46,24% da Receita Corrente Líquida, abaixo do limite de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
Após a audiência pública, o projeto da LOA foi encaminhado à Câmara Municipal, onde será analisado e discutido pelos vereadores. Depois de aprovado pelo Legislativo, o texto retorna ao Executivo para sanção do prefeito Tiago Amaral.




