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3 de setembro de 2026Wilhan Santin
Redação Paiquerê
Começa a valer hoje o veto da União Europeia a carnes bovina e de frango, pescados, tripas e mel do Brasil. O veto foi anunciado no mês de maio. Os europeus alegam que não há controle confiável do uso de antimicrobianos por parte dos produtores brasileiros.
Recebemos nota da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), que representa as empresas ligadas à carne bovina.
Reproduzimos um trecho: “A ABIEC acompanha as negociações, conduzidas em âmbito governamental, e segue fornecendo os subsídios técnicos necessários para que o fluxo comercial seja restabelecido no menor prazo possível. No que coube à iniciativa privada, foi realizada a construção do protocolo privado de controle sobre o uso de antimicrobianos, desenvolvido pela ABIEC, pela Associação Brasileira das Certificadoras por Auditoria e Rastreabilidade (ABCAR) e pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O protocolo, que faz parte das garantias oficiais brasileiras, já está em processo de execução junto à cadeia, sendo que 100% das empresas associadas à ABIEC e habilitadas ao mercado europeu estão aderidas.”
A entidade ressalta que espera que a União Europeia reveja a decisão no menor prazo possível.
AVICULTURA
Em relação à avicultura, o setor aguarda com esperança o parecer de uma comissão do bloco europeu que avaliou a cadeia produtiva do Brasil. De acordo com Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o País já cumpre as regras exigidas pela União Europeia em relação ao uso de antimicrobianos.
Santin ressaltou, em entrevistas, que a ABPA acompanha as negociações entre os técnicos e diplomatas brasileiros e europeus.
MEL
O caso mais curioso dessas medidas tomadas pela União Europeia é o mel. O Brasil é reconhecido pela produção familiar que tem desse produto e nunca houve problemas com antimicrobianos. Aliás, grande parte da produção é reconhecida como orgânica.
O nosso País produz 67 mil toneladas de mel por ano, das quais 56% são exportadas. De acordo com a Associação Brasileira de Exportadores de Mel (ABEMEL), em 2025 foram exportadas 34.566 toneladas de mel. Os Estados Unidos compraram 29.025 toneladas.
O Canadá comprou 2.631 toneladas de mel e a Alemanha 1.432 toneladas. Na Europa, houve vendas também, em menor escala, para Reino Unido, Holanda e Bélgica.
O presidente da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), Sergio Farias, em entrevista ao Canal Rural, afirmou que não há registros de uso de antibióticos ou outros medicamentos relacionados às questões levantadas pela União Europeia na produção brasileira de mel. Para ele, o produto pode ter sido incluído na restrição por fazer parte do conjunto de produtos de origem animal.




