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Redação Paiquerê
O Paiquerê no Agro aborda um setor em que o Paraná está se destacando: o frango. Em torno de 35% de toda a carne de frango do Brasil é produzida em nosso Estado, segundo o Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar).
O destaque paranaense é ainda maior no comércio exterior, com mais de 42% das exportações brasileiras de frango.
São 18.484 os aviários cadastrados em 332 municípios paranaenses, que se concentram principalmente nas regiões Oeste, Sudoeste e Norte.
A industrialização por empresas privadas e pelas cooperativas impulsionam o sistema, trabalhando em sistema de integração com os produtores. Geralmente, as empresas fornecem os pintinhos, com um dia de vida, além da ração e a assistência técnica. Todos os outros custos ficam para os donos dos aviários. Para um frango chegar ao peso ideal, de 3,4 quilos, demora entre 42 e 45 dias.
O principal desafio é garantir a ambiência, com um local agradável para os animais, o que exige boa temperatura, água de qualidade e higiene. Há também a sanidade. A gripe aviária e outros vírus são sempre temidos.
Nós apuramos que o investimento para fazer um aviário capaz de abrigar 42 mil aves, que é um padrão do setor, fica em aproximadamente R$ 3 milhões.
Para você ter uma ideia da grandeza do setor, no mês de junho de 2026 foram abatidos no Paraná 169.936.396 frangos. Durante todo o ano passado, foram 2,29 bilhões de frangos abatidos no Estado.
BOI
As exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 1,705 milhão de toneladas no primeiro semestre de 2026, crescimento de 15,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 1,476 milhão de toneladas. A receita alcançou US$ 9,85 bilhões, alta de 36,2% frente aos US$ 7,24 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. A média mensal de embarques no período foi de aproximadamente 284 mil toneladas, consolidando o melhor primeiro semestre da história das exportações brasileiras de carne bovina, tanto em volume quanto em valor. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).
Entre os principais mercados no semestre, a China liderou com 794,7 mil toneladas e US$ 4,87 bilhões em compras, aumento de 24% em volume e de 49,4% em valor na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os Estados Unidos aparecem na sequência, com 205 mil toneladas e US$ 1,35 bilhão, alta de 13% em volume e de 29,8% em valor. O Chile importou 70,7 mil toneladas, gerando US$ 420,2 milhões, crescimento de 20% em volume e de 33,2% em receita. A Rússia adquiriu 62,2 mil toneladas, com receita de US$ 284,1 milhões, alta de 53,8% em volume e de 58,9% em valor. Já a União Europeia, terceiro maior destino em valor para a carne bovina brasileira no semestre, importou 51,2 mil toneladas e movimentou US$ 452,3 milhões, crescimento de 18,2% em volume e de 53,5% em valor.




