


Mulher é sequestrada e agredida em Londrina; dois são presos
8 de outubro de 2026


Londrina tem posse, volume de jogo, mas não é eficiente e perde para o Avaí em jogo crucial
8 de outubro de 2026Redação Paiquerê
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou nesta quinta-feira (8) a terceira fase da Operação Rota 466, que investiga a suposta participação de policiais militares em um esquema de corrupção, organização criminosa, concussão, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
A ação foi realizada pelo Núcleo Regional de Guarapuava do Gaeco, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar. Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em oito municípios do Paraná: Guarapuava, Ponta Grossa, Telêmaco Borba, Pitanga, Bituruna, Castro, Palmeira e Wenceslau Braz.
Os mandados foram expedidos pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual e tiveram como alvo endereços ligados a 15 policiais militares e quatro civis investigados.
Além das buscas, a Justiça determinou o afastamento cautelar dos 15 policiais militares das atividades operacionais e ostensivas. Eles deverão exercer exclusivamente funções administrativas durante o período de afastamento. Também foi determinado o recolhimento das armas funcionais e particulares dos agentes.
Durante o cumprimento dos mandados, uma pessoa foi presa por posse irregular de arma de fogo. A arma foi apreendida. As equipes também recolheram aparelhos eletrônicos com indícios de descaminho, celulares que serão submetidos à análise e documentos.
Investigação
Segundo o Gaeco, a nova fase da operação foi deflagrada após a análise de materiais eletrônicos e documentos apreendidos nas etapas anteriores. O trabalho teria revelado indícios de continuidade das práticas investigadas e apontado possíveis novos envolvidos.
As investigações indicam a existência de um suposto esquema de corrupção em postos da Polícia Rodoviária Estadual, incluindo a unidade de Telêmaco Borba. De acordo com as apurações, a fiscalização de trânsito teria sido utilizada para obter vantagens indevidas.
Entre as condutas investigadas estão acordos financeiros fixos e o fornecimento contínuo de combustível por empresas transportadoras em troca da suposta ausência de fiscalização de caminhões. Também são apuradas possíveis fraudes na classificação de avarias em Boletins de Acidente de Trânsito Eletrônico Unificado (Bateu) e o direcionamento de serviços de guincho mediante pagamento.
As apurações também identificaram possíveis mecanismos utilizados para ocultar a origem dos valores. Segundo o Gaeco, recursos supostamente obtidos de forma ilícita teriam sido movimentados por meio de transferências eletrônicas envolvendo contas de terceiros, inclusive familiares de agentes públicos, além de empresas dos setores de transporte e guincho.
Três fases
Com a terceira fase deflagrada nesta quinta-feira, a Operação Rota 466 já alcançou 30 policiais militares. A maioria dos investigados tem ligação com a Polícia Rodoviária Estadual.
A investigação tem três pessoas em comum com a Operação Via Pix, conduzida pelo Gaeco de Ponta Grossa. As duas operações, porém, são realizadas de forma independente.
Consideradas conjuntamente, as duas investigações já alcançaram 50 policiais militares, dos quais 42 foram afastados das funções operacionais.










