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9 de junho de 2026Wilhan Santin
Redação Paiquerê
Na última sexta-feira (05/06), a União Europeia oficializou a decisão de vetar a carne de boi, de frango e de cavalo, além de tripas, peixe e mel do Brasil. Na prática, a partir de 3 de setembro, o bloco europeu deixará de comprar esses produtos do nosso País.
A União Europeia responde por 5,8% do valor que o Brasil exporta em carne bovina, o que coloca o bloco como o terceiro maior destino do produto, depois de China (49,3%) e Estados Unidos (9%), segundo dados do Agrostat, sistema do Ministério da Agricultura e Pecuária.
Para carnes em geral, o bloco é o segundo maior mercado (5,7%), atrás da China (30,8%).
Em 2025, a União Europeia comprou 368,1 mil toneladas, em negócios que somaram US$ 1,8 bilhão.
Considerando apenas a carne bovina, o Brasil arrecadou US$ 1,048 bilhão em negociações com países que integram o bloco europeu, com um total de 128 mil toneladas exportadas. A comercialização de carne de frango para a União Europeia, em 2025, atingiu US$ 762 milhões e 230 mil toneladas.
Mas qual é o motivo do veto? A União Europeia considerou que o Brasil não prestou os esclarecimentos necessários sobre como regulamenta o uso de medicamentos antimicrobianos nos planteis de criação comercial. Em resumo, há suspeita de uso irregular para que os animais ganhem peso mais rapidamente.
A federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) reagiu com indignação diante do veto. Em nota encaminhada à Paiquerê 91,7, a entidade destacou: “O Sistema Faep vai cobrar que o governo federal encaminhe, com urgência, as informações que garantam as exigências do bloco europeu para que as importações não sejam interrompidas em setembro”.
Em apurações com diversas fontes técnicas, o Paiquerê no Agro constatou que uma das alternativas mais viáveis para cancelar o veto da União Europeia seria restringir legalmente o uso dos medicamentos que o bloco europeu considera proibidos.
Este é o principal tema do programa de hoje.




