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Escolher a primeira escola de um filho é uma decisão que vai muito além da localização ou da infraestrutura. O espaço educativo será um dos primeiros ambientes de convivência fora do núcleo familiar e terá papel importante na formação da criança. Segundo o Marco Legal da Primeira Infância (Lei nº 13.257/2016), os primeiros seis anos de vida são decisivos para o desenvolvimento físico, emocional, cognitivo e social, reforçando a importância de boas experiências desde cedo.
Antes de definir o colégio, especialistas recomendam que os responsáveis observem aspectos que vão além da estrutura física. Conhecer a proposta, a formação dos educadores, a rotina da Educação Infantil e a forma como ocorre o acolhimento dos pequenos são alguns dos pontos que merecem atenção. Também vale entender como acontece a comunicação com as famílias e de que maneira o processo de aprendizagem é acompanhado ao longo do ano.
Segundo Leliane Nogueira, coordenadora de Educação Infantil do Colégio Marista Londrina, visitar o local e conversar com a equipe pedagógica são passos fundamentais para que a decisão seja tomada com mais segurança.
“É importante compreender como o colégio entende a infância. Os primeiros anos da vida escolar são marcados pela construção de vínculos, pelo desenvolvimento da autonomia e pelas descobertas que acontecem por meio das interações e das brincadeiras”, destaca Leliane.
Outro aspecto que merece atenção é o período de inserção. Uma transição planejada, construída em parceria entre escola e responsáveis, contribui para que a criança se sinta segura diante da nova rotina. Além disso, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece as interações e as brincadeiras como eixos estruturantes da Educação Infantil, reconhecendo essas experiências como fundamentais para a aprendizagem e o desenvolvimento integral.
Para a especialista, a decisão deve considerar o conjunto da experiência proporcionada pela instituição e não apenas fatores mais visíveis durante uma visita.
“A confiança entre família e escola faz toda a diferença nesse processo. Quando existe uma proposta pedagógica consistente, profissionais qualificados e um ambiente acolhedor, a criança encontra as condições necessárias para aprender, conviver e se desenvolver de forma plena”, conclui.
Com Assessoria




