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14 de setembro de 2026












Redação Paiquerê
O Tribunal do Júri de Maringá deve julgar na próxima quarta-feira (16) o pai e a avó paterna de uma menina de 11 anos morta em 2019, em Rolândia. Os dois foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
A sessão ocorrerá em Maringá após decisão de desaforamento do processo. A medida transfere o julgamento para outra comarca em situações excepcionais, com o objetivo de garantir imparcialidade e segurança, especialmente em casos de grande repercussão local.
Segundo a denúncia do MPPR, o pai da criança matou a filha em 24 de abril de 2019 por asfixia mecânica, por meio de esganadura. O corpo da menina teria sido enterrado na garagem de um imóvel pertencente à família.
As investigações apontaram que, após o crime, o pai e a avó atuaram juntos para ocultar os fatos e dificultar o trabalho policial. De acordo com o Ministério Público, ambos registraram um falso desaparecimento da criança, apresentaram informações consideradas contraditórias aos investigadores e mantiveram desligadas ou formataram as câmeras de segurança da residência, que poderiam auxiliar na elucidação do caso.
A denúncia também sustenta que a avó, que possuía a guarda judicial da menina, contribuiu para o crime ao permitir que a criança permanecesse sob os cuidados do pai, mesmo diante de riscos já conhecidos.
Conforme as apurações, o pai mantinha sentimento de rejeição em relação à filha desde a gestação e não participava dos cuidados básicos da criança.
O Ministério Público apontou como qualificadoras do homicídio o uso de meio cruel, em razão da asfixia, o recurso que dificultou a defesa da vítima e o feminicídio. Embora o feminicídio ainda não fosse tipificado como crime autônomo em 2019, a circunstância foi considerada na denúncia.
A acusação durante o julgamento será conduzida pela Promotoria de Justiça de Maringá e por integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (Gajuri).