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ExpoLondrina
Jaquetas, saias, tops, botas, cintos, selas, carteiras e chapéus: o visual inconfundível que caracteriza a ExpoLondrina pode ser adquirido durante toda a feira em estandes espalhados pelo Parque Ney Braga Eventos. Nesta edição, são mais de dez lojas especializadas, que oferecem desde pequenos acessórios até looks completos, além de itens de couro para o trabalho no agro.
Moradora de Londrina há cinco anos, Ana Flávia Mileck conta que o universo country ainda é uma novidade para ela. “Virei no próximo sábado (18) para os shows do Zé Neto & Cristiano e Edson & Hudson. Já combinei com o pessoal que antes dos shows passo aqui na loja para comprar o chapéu que mais combine com o meu look. Quero a opinião deles”, relata enquanto experimenta diversos modelos de chapéus.
Bruna Ferreira, gerente de vendas da Pantaneira, também da capital paranaense, conta que para atender ao público da ExpoLondrina, a marca trouxe cerca de 3,5 mil chapéus, 300 selas e mais de 1 mil cintos de couro. “Este é o nosso terceiro ano em Londrina. A cada ano nossas vendas se superam. Este ano, organizamos a produção para conseguir trazer um volume maior, mas, mesmo assim, teremos que buscar mais itens para atender à demanda. As vendas estão bem aquecidas”, comemora.
Bruna afirma que desde o ano passado, a marca passou a investir mais nos itens infantis. “As meninas querem os itens que remetem à Ana Castela. Os chapéus rosas são bem procurados, mas também vendemos bem botas e coletes para ajudar a compor o look das ‘Boiadeirinhas’”.
Para os meninos, os itens mais procurados são as botas e as camisas. “Temos opções para crianças bem pequeninhas para serem usadas no verão e no inverno”, explica Bruna.
Estudantes de Medicina Veterinária, os amigos Maria Eduarda Gois, Rayssa Machado Silva e Gabriel Amarildo de Oliveira estavam em busca de chapéus e botas para os próximos shows da Expo.
“No ano passado comprei um chapéu aqui e gostei muito da qualidade. Eles também vendem uma bota mais bonita que a outra, além de marcas conhecidas pela resistência para a gente usar no dia-a-dia”, conta Rayssa.
A vendedora da Sibu Company, Talícia Olivero, confirma. “A marca Durango é mais procurada para quem precisa de itens resistentes. O couro já é um material robusto por si só, mas eles conseguem entregar um produto muito valorizado pelo trabalhador que não abre mão de botinas e botas bonitas, mas com resistência. ”
Além da estética, a durabilidade é um fator muito relevante. Leislene da Silva, gerente de vendas da Igne Bull, ressalta que o couro é um investimento para a vida toda, desde que receba os cuidados corretos. “Com hidratação anual e armazenamento adequado, a resistência é alta”, pontua.
Artistas e influencers ditam as tendências
Além do fenômeno da cantora Ana Castela, outros artistas e influencers também inspiram os itens mais vendidos a cada ano. Talícia conta que os looks da cantora Ana Castela são a principal referência para quem quer montar looks countrys femininos.
“Os chapéus estruturados e as calças usadas pela Boiadera são o que inspira o público há algum tempo. Recentemente, ela participou da novela Coração Acelerado e tudo o que ela usou em cena é o que o pessoal está procurando este ano na Expo: calças flare de cintura baixa, camisas country e botas diferenciadas”, conta a vendedora.
Expositor da ExpoLondrina há três décadas, Sandro Oliveira, proprietário da Parra Couros, de Apucarana, diz que, em 2025, após o cantor Gustavo Lima usar uma jaqueta de couro vermelha, o item se esgotou rapidamente em todas as lojas de couro do parque.
“A gente precisou ir buscar mais peças diretamente da fábrica. Este ano, o estoque de outros itens também precisou ser reforçado. Saias e tops estão sendo bem procurados porque o pessoal da internet tem usado bastante. Não tem jeito, é isso que hoje dita o comportamento do público. ”
Expositores vêm de longe
A variedade de preços também é um dos grandes atrativos. A Fornari Couros, que é de Serra Negra, interior de São Paulo, e está instalada na Expo Varejo, participa do evento há sete anos. Para o proprietário, Fábio Fernandes, a viagem de mais de 500 quilômetros compensa pelo retorno positivo. Ele destaca que, nesta edição, o fluxo de visitantes está ainda mais intenso, impulsionando a saída de itens que variam de R$ 14,90 a R$ 399,00.
Esse movimento é o que motiva lojistas a saírem de suas cidades para montar estandes no Ney Braga. É o caso de Geraldo de Freitas, de 64 anos. Proprietário da Selaria Minas Gerais, de Santo Antônio da Platina, o comerciante marca presença na feira há quatro décadas. “Nós produzimos selas e cintos, além de mantermos contato direto com fornecedores de chapéus e botas”, explica.
Serviço
Os pontos de venda estão distribuídos estrategicamente na Rua das Selarias e na Expo Varejo. O mapa completo com a localização de todos os expositores pode ser consultado no site oficial da feira (https://expolondrina.com.br/assets/documentos/mapa-expolondrina-2026.pdf).




