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17 de setembro de 2026


Homem de 58 anos morre após intervenção policial na zona sul de Londrina
17 de setembro de 2026Redação Paiquerê
O Ministério Público do Paraná (MP-PR), por meio da 16ª Promotoria de Justiça de Londrina, denunciou criminalmente quatro pessoas investigadas pela morte de um homem de 27 anos, ocorrida em 14 de agosto. Segundo a denúncia, a vítima morreu após cair do 14º andar de um edifício enquanto tentava fugir de um apartamento onde teria sido mantida em cárcere privado e submetida a agressões físicas e psicológicas.
Com o recebimento da ação penal pela Justiça, os quatro denunciados poderão responder pelos crimes de tortura qualificada pelo resultado morte, com aumento de pena em razão do sequestro ou cárcere privado, e fraude processual.
De acordo com as investigações, os acusados tinham entre 22 e 24 anos na época dos fatos e moravam juntos no apartamento onde as agressões teriam ocorrido. A vítima frequentava o imóvel por manter um relacionamento afetivo com uma das moradoras.
Segundo o MP-PR, o homem foi mantido preso em um dos quartos desde o dia 13 de agosto. Durante o período, teria sido submetido a ameaças e diferentes formas de violência física e psicológica. A investigação aponta que os agressores queriam obter informações sobre uma câmera fotográfica que, segundo eles, teria sido furtada pela vítima e estaria sendo anunciada para venda na internet. O equipamento era avaliado em R$ 12 mil. Eles também cobravam o pagamento de uma dívida de R$ 800.
Ainda conforme a denúncia, durante a madrugada os acusados obrigaram a vítima a ingerir comprimidos de um sedativo para contê-la. Após mais de quatro horas de agressões, o homem conseguiu se soltar das amarras que o prendiam e tentou fugir.
Na tentativa de deixar o apartamento, ele cortou a tela de proteção de uma janela e procurou acessar a estrutura externa do edifício. De acordo com o MP-PR, em razão do abalo psicológico e dos efeitos da medicação, a vítima perdeu o equilíbrio e caiu do 14º andar. Ela não resistiu aos ferimentos.
Tentativa de alterar cena
A denúncia também aponta que, após a queda, os quatro investigados teriam alterado a cena para tentar simular um suicídio e ocultar as agressões.
Segundo o Ministério Público, objetos que teriam sido utilizados durante as sessões de tortura foram escondidos. Os acusados também teriam apagado de seus celulares fotografias que registravam episódios de violência e descartado documentos pessoais da vítima em uma lixeira pública.
Além disso, conforme a investigação, a janela foi fechada e um colchão foi colocado atrás da porta de entrada do apartamento. A medida teria como objetivo dificultar o acesso das forças de segurança ao imóvel.
A denúncia agora será analisada pela Justiça. A partir do eventual recebimento da ação penal, os quatro acusados passam a responder formalmente ao processo pelos crimes apontados pelo Ministério Público.




