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Três pessoas sobreviveram à queda de um helicóptero que tinha Londrina como destino na madrugada de domingo (20), em uma área de mata fechada entre os municípios de Avaré e Iaras, no interior de São Paulo. As vítimas sofreram múltiplas fraturas e foram localizadas durante uma operação de busca iniciada ainda durante a madrugada.
O helicóptero havia decolado de Guararema (SP) com destino a Londrina. A informação foi confirmada por um dos ocupantes durante o atendimento das equipes de resgate, segundo informou o G1. Em um vídeo divulgado sobre a ocorrência, um agente pergunta de onde a aeronave havia saído e qual seria o destino. O tripulante responde que o voo tinha como destino a cidade paranaense.
O acidente aconteceu no fim da noite de sábado (19), mas o Corpo de Bombeiros de Avaré foi acionado por volta das 0h45 de domingo. Um dos ocupantes conseguiu contato com a corporação para informar que o helicóptero havia caído em uma área de mata em Iaras e fornecer coordenadas aproximadas do local.
Os ocupantes haviam perdido os celulares durante a queda, mas conseguiram fazer a ligação utilizando um tablet que estava com a bateria quase no fim. A partir das informações recebidas, equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar iniciaram as buscas.
As três vítimas foram encontradas conscientes e orientadas, mas apresentavam ferimentos e dores provocados pelo impacto. O piloto era quem apresentava o quadro mais grave. Ele tinha ferimentos nos membros inferiores e na região da bacia, além de fortes dores na coluna. O piloto foi o primeiro ocupante retirado da área, por volta das 10h30, e encaminhado para atendimento médico em Avaré.
Por causa das condições do terreno e da dificuldade de acesso ao local da queda, o helicóptero Águia, da Polícia Militar de Bauru, foi acionado para auxiliar no resgate. Equipes do Corpo de Bombeiros e da PM participaram da operação. Os outros dois ocupantes também receberam atendimento das equipes de resgate.
A aeronave envolvida no acidente é um Agusta A109C, bimotor fabricado pela empresa italiana Agusta, com matrícula PT-YBL. Segundo dados do cadastro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Certificado de Aeronavegabilidade estava cancelado e o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) estava vencido desde maio de 2019. O cadastro aponta o vencimento do CVA como motivo da restrição.
O registro da Anac também apresenta outras três restrições relacionadas à aeronave: uma ordem judicial que impede a transferência, operação sob responsabilidade de um inventariante e indicação de proprietário falecido.
Ainda conforme o cadastro, o helicóptero estava registrado para operação privada e não tinha autorização para realizar táxi-aéreo, transporte aéreo regular, serviços aéreos especializados ou voos de instrução.
As causas da queda ainda não foram esclarecidas. A Força Aérea Brasileira informou que investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV) foram acionados para apurar o acidente. A equipe realizou a chamada Ação Inicial, que envolve a coleta de informações, a análise dos danos na aeronave e o levantamento de outros elementos relacionados à ocorrência.
A investigação deverá apontar as circunstâncias que levaram à queda do helicóptero durante o voo que tinha Londrina como destino.




