


Homem denunciado pela morte de motoboy a facada é condenado a 32 anos
24 de junho de 2026


Carro adquirido horas antes capota na BR-376 e deixa ferido grave
25 de junho de 2026Wilhan Santin
Redação Paiquerê
O Paiquerê no Agro conta a história do casal Lucélia Aparecida da Costa e Claudemir Inocêncio da Silva, do Sítio Jabotoma, que fica em Jaboti, município de 5.655
habitantes no Norte Pioneiro do Paraná.
Nascidos nessa cidade, eles moraram durante muitos anos em Curitiba, a capital do Paraná. Ela trabalhava no comércio, em loja de roupas. Ele, na indústria automotiva.
Há cinco anos, Lucélia e Claudemir voltaram para o interior, com o desejo de trabalhar nos cinco alqueires de terras que possuíam. Desde então, com muito trabalho, fizeram do Jabotoma um modelo em produção.
Jaboti é a capital paranaense do morango e o casal cultiva a fruta, que tem, desde 2022, o certificado de Indicação Geográfica de Procedência. Na prática, isso significa que os morangos produzidos em por ali e nos municípios vizinhos de Japira, Pinhalão e Tomazina, são especiais, únicos no Brasil, desde que os fruticultores sigam protocolos e requisitos técnicos.
Eles também plantam café, outro produto que tem a certificação de Identificação Geográfica de Procedência, como café especial do Norte Pioneiro do Paraná.
Para completar, em estufas, Lucélia e Claudemir têm produção orgânica de pepino, tomate, abobrinha e outras olerícolas. Isso também exige protocolos e certificados.
No morango, eles procuram usar somente defensivos biológicos. A Agência de
Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) fiscaliza e certifica quanto a isso.
Diversificação
O casal têm 25 mil pés de café, que é uma cultura bianual, ou seja, produz bem em um ano e no outro nem tanto. O morango ocupa dois mil metros quadrados. Tem produção o ano inteiro, mas no verão diminui um pouco, porque é uma fruta que gosta mais do frio. Então, eles vão fazendo o equilíbrio financeiro com a diversificação. Nisso, a estufa de orgânicos ajuda bastante.
Para dar conta de tudo, contam com três ajudantes e muita organização. Assim, Lucélia e Claudemir provam que, com disciplina e trabalho, é possível fazer muito em cinco alqueires.
É importante ressaltar que o SEBRAE teve papel importante em tudo o que acontece no Jabotoma. Foi essa entidade que liderou os trabalhos para as identificações geográficas de procedência do morango e do café e ofereceu capacitações aos produtores. O nosso reconhecimento também ao Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná, o IDR-PR, e ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, o Senar, que são fundamentais na assistência técnica e na capacitação do pessoal.
Ouça o áudio completo do programa de hoje e confira a entrevista da produtora Lucélia Aparecida da Costa.




