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Contratado pelo Londrina por empréstimo junto à Portuguesa para a sequência da Série B, Guilherme Portuga chegou ao clube com a missão de disputar a vaga de primeiro volante, posição em que se destacou no Campeonato Paulista e na Série D. Porém, algumas semanas depois, ainda não foi titular e tem entrado principalmente quando o time precisa buscar o resultado.
Rogério Micale explicou pela primeira vez por que não utiliza o reforço como camisa 5 e admitiu que a característica do jogador não se encaixa no modelo adotado pelo Londrina.
“Ele não tem a característica do modelo de jogo. É um jogador de porte físico menor, com técnica maior. Então, é um jogador para controlar mais o jogo, um cara que posso colocar, passar, mas sei das dificuldades que vou ter em bolas cruzadas”, afirmou.
Segundo o treinador, colocar Portuga como titular exigiria mudanças na estrutura da equipe, algo que ele considera arriscado no atual momento.
“Eu teria que alterar todo o modelo de jogo. Não dava, não tinha tempo, e acho que não é seguro, em um momento como esse que estamos vivendo, trazer mais insegurança para o grupo”, justificou.
A situação contrasta com a expectativa criada na chegada do jogador, contratado também para suprir a saída de André Luiz, que foi para o futebol do Vietnã. Enquanto Portuga permanece como opção no banco, Lucas Marques, maior goleador do elenco, tem sido recuado para atuar como primeiro volante.
Para Micale, Portuga é mais útil quando o Londrina está atrás no placar, já que pode ajudar na construção das jogadas diante de adversários recuados.
“Tem uma qualidade boa, baixando para receber essa bola. E, no momento como o jogo oferece, ele sempre entra com inferioridade no placar, que é o jogo para ele”, explicou.
O técnico também citou o jogo aéreo como um dos motivos para evitar a utilização do jogador desde o início.
“Eu acho que, em um momento de perder ou empatar o jogo, baixa as linhas e fica ali nos cruzamentos, ficamos vulneráveis. Essa é a minha percepção pelo modelo que adotamos e que antes funcionou”, disse.
Por isso, Portuga deve continuar sendo utilizado mais adiantado. “Coloco ele mais para frente. Não tem nada estático. Você pode ter uma rotatividade”, concluiu Micale.




