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A proposta original autorizava a utilização de 18 áreas públicas, com expectativa de viabilizar a construção de 2.218 unidades habitacionais: 1.000 destinadas ao atendimento do cadastro habitacional e 1.218 para a compensação relacionada ao Residencial Flores do Campo, na zona norte da cidade. Durante a tramitação e a primeira discussão, moradores do Marajoara, do Moradias Cabo Frio e do Santa Rita 5 se manifestaram contra a destinação de áreas verdes dessas regiões para a construção de moradias e demonstraram a preocupação com a possibilidade de perda de espaços utilizados para lazer, convivência e outras atividades comunitárias.
Com a retirada da área no Marajoara, o bairro deixará de receber 80 apartamentos para famílias de baixa renda. A emenda retirando o terreno foi aprovada com 14 votos favoráveis e cinco contrários. Eram necessários ao menos 13 votos a favor para que a emenda passasse. A emenda que retirava a área do Moradias Cabo Frio foi rejeitada, com 11 vereadores a favor e oito contrários. Já a emenda que tratava de duas áreas do Santa Rita 5 recebeu 12 sim e sete não, sendo também arquivada.
Escolha das áreas destinadas a moradias
Na sessão desta terça, alguns vereadores questionaram o fato de a Prefeitura não ter apresentado terrenos já ocupados por moradias irregulares em Londrina. Também defenderam que as construções das habitações podem demorar anos e, durante esse período, a Prefeitura teria condições de negociar outras áreas disponíveis e entregá-las à Caixa Econômica Federal para viabilizar todas as moradias planejadas.
Por outro lado, parlamentares contrários às emendas ponderaram que, embora a vontade fosse atender tanto aos anseios de quem defende a permanência de praças em seu bairro e de quem precisa de moradia, a data imposta pelo governo federal obrigou o projeto a ser votado com rapidez. Eles defenderam que, neste momento, é preciso pensar prioritariamente em retirar os moradores de áreas de risco, em habitações precárias que ameaçam sua saúde.
Com CML




