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As abelhas, vespas e marimbondos são insetos de grande importância para o meio ambiente mas, no meio urbano, os enxames podem representar um risco para a população. De janeiro a setembro deste ano, os resgates de colmeias realizados pela Prefeitura de Londrina por meio da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) aumentaram 47%, na comparação com o mesmo período do ano passado.
A retirada de enxames por apicultores contratados da Sema é realizada em duas situações: quando eles estão localizados em espaços públicos, como ruas, praças e escolas, entre outros; ou em imóveis particulares de moradores inseridos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Em outras situações, um profissional deve ser contratado para fazer a remoção. Em 2025, nos nove primeiros meses do ano a Prefeitura de Londrina atendeu 174 chamados desta natureza, enquanto de janeiro a setembro de 2026, foram 256 pedidos atendidos pelo município. O número de ocorrências contabilizado pela Sema neste ano já supera o total registrado no ano anterior, que foi de 242 solicitações.
Todas as solicitações passam por uma avaliação prévia da equipe da Gerência de Parques e Biodiversidade (GPBIO) da pasta, responsável por verificar o local e orientar sobre o atendimento adequado, sempre enfatizando que os enxames não devem ser removidos ou eliminados pelos próprios moradores. O gerente do órgão, João Paulo Dias, alertou que a manipulação de colmeias é uma atividade que envolve riscos e deve ser realizada por profissionais capacitados, com equipamentos de proteção adequados e técnicas que priorizem a segurança das pessoas e a preservação dos animais.


“As abelhas desempenham um papel fundamental para o equilíbrio ambiental, especialmente na polinização, e sua importância ecológica deve ser considerada nas ações de manejo. O extermínio de abelhas e a destruição de colmeias podem configurar crimes ambientais, conforme as circunstâncias e a legislação aplicável. Por isso, sempre que houver necessidade de intervenção, deve-se priorizar o manejo e a remoção, evitando a eliminação das colônias”, explicou Dias.
Em Londrina, as colmeias removidas são encaminhadas para áreas de mata localizadas em regiões rurais, em locais apropriados para sua instalação e permanência, buscando favorecer a continuidade de suas funções ecológicas e reduzir os riscos de conflitos com a população.
Para orientações e encaminhamento de solicitações, o contato com a Sema pode ser feito pelo telefone e WhatsApp (43) 3372-4765, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h. Os pedidos de remoção de abelhas, vespas e marimbondos em áreas públicas ou moradias vinculadas ao CadÚnico também podem ser registrados por meio de um formulário eletrônico.
“A orientação é que a população não tente manipular, retirar ou destruir colmeias por conta própria. Ao identificar uma colônia em local que possa oferecer risco, recomenda-se manter distância, evitar movimentos bruscos e não utilizar inseticidas ou outros produtos para tentar eliminá-la”, apontou o gestor de Parques e Biodiversidade, João Paulo Dias.
Em caso de ataque com múltiplas picadas ou reações alérgicas graves, deve-se acionar o Corpo de Bombeiros, pelo telefone de emergência 193.
As abelhas na educação ambiental


O trabalho do município com as abelhas não se restringe à remoção dos enxames que causam risco à população. Na área da educação, o projeto “Abelhas sem ferrão” é uma ação de conscientização ambiental voltada às crianças, que valoriza o papel dos polinizadores e destaca a importância desses insetos para o equilíbrio ambiental. Por meio da iniciativa da Secretaria Municipal de Educação (SME), colmeias de abelhas nativas sem ferrão jataí são implantadas em unidades escolares da rede municipal. A partir delas, as crianças podem ampliar seus conhecimentos sobre as abelhas, a polinização, os ecossistemas e a conservação da biodiversidade.
Criado em 2022, o projeto já está presente em 45 unidades, entre escolas da rede e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). Segundo a professora de Apoio Pedagógico de Ciências da SME, Cristina da Silva Borba, a implementação do projeto na rede municipal busca promover a educação ambiental por meio do conhecimento e da valorização das abelhas nativas sem ferrão e da biodiversidade local. “Buscamos inserir a educação ambiental de maneira articulada com o nosso currículo escolar. Para isso, repassamos esses conhecimentos por meio de práticas investigativas, lúdicas e interdisciplinares”, destacou.
O desenvolvimento do projeto teve financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio de editais. Além da instalação de casinhas, colmeias, plantas melíferas, da realização das formações e das visitas técnicas, o projeto também investiu na aquisição de recursos pedagógicos, como livros sobre abelhas e biodiversidade, disponibilizados para empréstimo às unidades participantes.
Com Ncom




