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28 de outubro de 2026


Londrina anuncia a contratação de Higo Magalhães
28 de outubro de 2026Wilhan Santin
Redação Paiquerê
Recebemos mensagem do senhor Elídio Ferreira, morador de Londrina. Ele pergunta se é verdade que Mabio Gonçalves Palhano era um grande fazendeiro.
Senhor Elídio, muito obrigado pela mensagem. Para responder, recorremos ao livro “De braços abertos”, editado aqui pela Paiquerê 91,7 e cujos últimos exemplares estão disponíveis no Sebo Capricho. Vamos lá:
Mabio Gonçalves Palhano foi uma das figuras mais interessantes de toda a história de Londrina. Ele era maranhense de nascimento, agrimensor de formação e comissário de terras por nomeação do Governo do Paraná, incumbido de demarcar e arbitrar em nome do Estado em uma imensidão que ia de Jaguariaíva até as margens do Rio Pirapó, perto da atual cidade de Apucarana.
Entre esses dois pontos, há mais de 300 quilômetros, que eram ermos e sem estradas, principalmente entre o Tibagi e o Pirapó, quando Mabio começou com o trabalho, em 1919, abrindo picadas em meio à floresta.
Em 1927, ele possuía uma casa na atual Jataizinho, que era a base também para Edson, Heber e Kepler, todos agrimensores e irmãos de Mabio. Dali, os Palhano saíam para os serviços em nome do governo estadual e para cuidar das próprias terras, a Fazenda Esperança, que chegava a 1.200 alqueires, nos limites das áreas que seriam da Companhia de Terras. Joacyr e Joaquim, outros dois irmãos Palhano, também estavam na sociedade, cada um tendo requerido ao Estado 200 alqueires de terras.
Em 1929, Mabio comprou algumas áreas dos irmãos e passou a ser dono, sozinho, de 750 alqueires, a Fazenda Palhano, que abrangia uma região da atual Londrina que ia desde onde está o Lago Igapó até o distrito do Espírito Santo.
As subdivisões da fazenda resultariam em bairros como o Guanabara, Arco Íris, Santa Rosa e toda a Gleba Palhano.
Na década de 1930, o comissário Mabio Gonçalves Palhano começou a lotear a imensidão de terras que lhe pertenciam, nos limites com as áreas onde a Companhia de Terras Norte do Paraná desenvolvia Londrina.
E já que falamos em Mabio Gonçalves Palhano, o irmão dele, Kepler Palhano, em janeiro de 1998, quando contava 89 anos de idade, contou ao jornalista Widson Schwartz e a Rosangela Ricieri Haddad, que trabalhava no Museu Histórico de Londrina Padre Carlos Weiss, que os colonizadores britânicos da Companhia de Terras Norte do Paraná, admirados com as matas, de árvores enormes, que eram sustentadas pelas terras vermelhas, ainda na década de 1920 mandaram amostras do solo do Norte do Paraná para análises laboratoriais na Europa.
Vamos abrir aspas para Kepler Palhano: “Foi retirada, em cada quilômetro, um pouco de terra e foi mandada para a Inglaterra. Penso que foi o primeiro exame de terras daqui na Inglaterra. E de lá veio o resultado: terras de primeiríssima qualidade”, contou Kepler Palhano.
Paranaguá em alta
O Porto de Paranaguá respondeu por 47% das exportações brasileiras de carne de frango entre janeiro e setembro de 2026. Com 1,87 milhão de toneladas embarcadas, o volume foi 18,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o porto exportou 1,57 milhão de toneladas. No total, o Brasil embarcou 3,98 milhões de toneladas do produto por via marítima no período analisado.
Doença de Newcastle
A Arábia Saudita e a Malásia suspenderam as importações de carne de frango do Brasil após a identificação de um foco da doença de Newcastle em Santa Catarina. A decisão do governo saudita atinge diretamente os produtos com origem em território catarinense, modelo de restrição também adotado por parceiros comerciais relevantes como China e Chile.
Ao mesmo tempo, governos como os do México e da própria Malásia determinaram um embargo total e imediato às cargas avícolas provenientes de qualquer região produtora do país.
No Paraná, estado líder na produção e no envio da proteína animal ao mercado externo, a vigilância sanitária ganha reforço preventivo. Com um plantel estimado em cerca de 600 milhões de aves comerciais, os órgãos locais de defesa agropecuária intensificam as vistorias nas propriedades rurais e ampliam o cerco sobre o transporte de animais vivos pelas rodovias que cortam as divisas estaduais.
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirma que o risco de disseminação da doença é nulo dentro do circuito comercial.
Bilhões de ovos
O Brasil deve produzir em torno de 65 bilhões de ovos em 2026, volume que é 4% superior aos 62,2 bilhões de ovos produzidos em 2025, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal. Em relação ao consumo, cada brasileiro vai consumir, em média, 301 ovos durante este ano.




