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Redação Paiquerê
O Paiquerê no Agro vai mais uma vez ao Norte Pioneiro, especificamente ao município de Carlópolis, que tem 17.788 habitantes e fica às margens da Represa de Chavantes, na divisa com o Estado de São Paulo.
Conhecemos a história e o trabalho da Inês Yumiko Sato Sasaki e do marido dela, Hidefumi Sasaki. Atualmente, eles têm 1.130 pés de goiaba e estão felizes com os bons resultados das vendas, principalmente para o exterior. Mas nem sempre foi assim. Depois de perder tudo para uma geada, em 2000, eles chegaram a erradicar as goiabeiras.
No entanto, Inês não desistiu da cultura e convenceu o marido a voltar, em 2014. Unidos, os fruticultores do município conquistaram a certificação Global GAP, que é um selo internacional de boas práticas agrícolas, o qual foi importante para abrir as portas do mercado europeu. A Indicação Geográfica de Procedência, que é emitida pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial, atestando que as goiabas do Carlópolis são diferenciadas, também foi importante.
Assim como foi fundamental a organização dos produtores, que fundaram a Cooperativa Agroindustrial de Carlópolis, a COAC, em 2019.
O resultado disso: em 2020, por meio da cooperativa, eles fizeram a primeira exportação de goiabas. Foram para o exterior 16.730 quilos. Apenas seis anos depois, em 2025, o produtores rurais de Carlópolis venderam 191.628 quilos para os europeus, canadenses e consumidores de alguns países do Oriente Médio, com grande valor agregado. Desse total, quase três mil quilos foram vendidos direto pela cooperativa, sem intermediários. Prática que deve aumentar em 2026.
Mas para chegar a isso, é preciso trabalhar bastante. As goiabas, quando estão no tamanho de uma bola de ténis de mesa, ou “ping-pong”, são ensacadas uma a uma, para evitar as moscas. Com isso, chegam aos consumidores frutos que não têm rastros de defensivos agrícolas.
Ouça os depoimentos da Inês e mais detalhes no áudio acima deste texto.




