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1 de agosto de 2026Wilhan Santin
Redação Paiquerê
Estudos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), apontam que o PIB da cadeia da soja e do biodiesel pode avançar 6,87% em 2026. Segundo pesquisadores do Cepea/Abiove, esse resultado está atrelado à colheita de uma safra recorde no Brasil (2025/26) e à intensificação do processamento do grão por parte da indústria.
Para a soja, o crescimento deve ser de 7,26%, o que decorre do avanço da produção, estimada em patamar recorde de 180,56 milhões de toneladas em 2025/26, conforme a Conab.
No caso do biodiesel, destaque em crescimento na agroindústria (de expressivos 10,93%), a produção no primeiro trimestre de 2026 superou a do mesmo trimestre do ano passado, refletindo a maior demanda, ainda em decorrência da adoção do B15 desde agosto de 2025.
O número de pessoas ocupadas na cadeia produtiva da soja e do biodiesel totalizou 2,54 milhões de trabalhadores no primeiro trimestre de 2026, aumento de 3,29% em relação ao mesmo período do ano anterior.
ARMAZENAMENTO
A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é que a produção de grãos do ciclo 2025/2026 será de 360,1 milhões de toneladas, um acréscimo de 2,2% no comparativo com a safra passada. O portal Armazéns do Brasil, disponibilizado no site da Conab, indica uma capacidade estática no país de 228 milhões de toneladas.
A técnica da Conab, Denise Deckers, afirma que mesmo com essa disparidade entre produtividade e armazenagem, o Brasil possui condições geográficas favoráveis que viabilizam até três safras por ano de culturas específicas, como o feijão e o milho. Isso permite rotatividade nas unidades armazenadoras e abre vantagem competitiva perante os principais concorrentes. “O Brasil tem capacidade estática para abrigar tudo o que produz, porque diferentemente dos Estados Unidos e da Argentina, temos mais de uma safra por ano em momentos distintos e, desta forma, temos condição de abrigar uma safra, expedi-la e receber a seguinte”, explica.
Entretanto, para Deckers, não ter uma homogeneidade na distribuição dos armazéns nos principais polos produtores é o que dificulta a armazenagem de grãos no país. Ela exemplifica a situação com áreas críticas do Mato Grosso, maior produtor de soja, e do oeste da Bahia. “Não é incomum ver o produto depositado a céu aberto porque não há um local adequado para o armazenamento. É uma carência muito expressiva de unidades armazenadoras em regiões específicas do Brasil”, comenta.
Sobre a perspectiva da infraestrutura de armazenamento acompanhar as grandes safras, a técnica da Conab argumenta que desde a década de 1990 é notório o descolamento da curva entre a produção no campo e a capacidade estática dos armazéns. “Temos capacidade de aumentar a produção das lavouras em função dos melhoramentos genéticos e capacitação no manejo, mas ainda somos muito resistentes em investir na construção de armazéns”. O Brasil precisa de mais armazéns com urgência, isso é fato constatado.
As informações são da Ocepar.
IA NA PRODUÇÃO ANIMAL
Quando a carne chega à mesa, já fatiada e assada, é fácil esquecer todo o processo produtivo que existe por trás dela, desde a criação do animal, ao transporte, ao frigorífico, até aos supermercados. Essa indústria movimentou mais de 500 bilhões de reais em 2025, e assim como outros setores, ela também tem suas inovações e atualizações. Dessas, a mais recente é a Inteligência Artificial (IA).
De olho nessa evolução e demais tendências relacionadas à IA, o Grupo de Pesquisa e Análise da Carne (GPAC) da UEL promove dia 7 de agosto o evento “Inteligência Artificial na Produção Animal”. Já foram confirmadas as presenças dos convidados Ana Paula Ayub da Costa Barbon, doutora em Ciência Animal, e Sylvio Barbon Junior, ex-professor da UEL que atualmente é professor na Universidade de Trieste, na Itália.
O evento acontecerá no Anfiteatro do Cesa, às 8h, com duas palestras sobre o tema e, em adição, o lançamento do livro “Inteligência Artificial em Ciência Animal” pelos convidados.
A inscrição é gratuita, realizada pelo sistema da UEL: www.sistemasweb.uel.br. O evento é aberto aos alunos, pesquisadores e professores, assim como para a comunidade externa – técnicos e produtores do setor.




