


EDUCAÇÃO ABRE INSCRIÇÕES PARA INSTITUIÇÕES PARTICIPAREM DO DESFILE DE 7 DE SETEMBRO.
5 de agosto de 2026Hoje recordamos uma efeméride importante para a agricultura do Norte do Paraná. É fato que a geada de julho de 1975 foi a pior da história, mas os bravos cafeicultores que colonizaram a região enfrentaram outras geadas intensas anteriormente.
Uma das massas frias mais severas foi registrada nos dias 6 e 7 de agosto de 1963. Naquele ano, o Paraná estava no auge do número de pés de café plantados em suas terras. Em toda a porção Norte do Estado eram mais de 1,320 bilhão de pés de café, segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro do Café (IBC) e publicado na Folha de Londrina de 8 de agosto de 1963.
Desse total, um pouco mais de 800 milhões de pés foram prejudicados, conforme constataram o governador Ney Braga e o senador Nelson Maculan, que era o chefe do IBC, ao sobrevoarem toda a zona cafeeira, do Norte Pioneiro ao Norte Novíssimo. O frio mais intenso se deu na região de Maringá, município que teve atingidos 70% dos seus 13,3 milhões de cafeeiros. Em Floresta, Ivatuba e Paiçandu, as perdas chegaram a 90%. O município de Londrina tinha, em 1963, 24.480.000 pés de café, dos quais 20% foram prejudicados pela geada.
O fenômeno climático fez com que subisse o preço do café na bolsa de Nova Iorque, mas o abastecimento mundial não foi prejudicado, já que os estoques brasileiros eram enormes, em torno de 40 milhões de sacas, suficientes para três anos de exportações.
CAFÉ
A colheita brasileira da safra 2026/27 de café arábica caminha para o fim, enquanto a do robusta está praticamente encerrada. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mesmo com o avanço da oferta, as cotações de ambas as variedades subiram em julho, impulsionadas, sobretudo, pelas chuvas que atingiram as regiões produtoras de arábica, que geraram preocupações com o ritmo dos trabalhos e a qualidade dos grãos.
De acordo com agentes consultados pelo Centro de Pesquisas, a colheita do café arábica está próxima do fim, com cerca de 20% da área para ser colhida. Na maior parte das regiões produtoras, os trabalhos já se concentram no recolhimento do café do chão e na colheita dos últimos talhões. Atualmente, a saca do café arábica está na casa de R$ 1.720,00.
MILHO DE SEGUNDA SAFRA
Vamos a Campo Mourão para conferir como estão os trabalhos dos cooperados da Coamo, que espera receber 69 milhões de sacas de milho nesta safra de inverno. Em torno de 50% desse total já está nos silos da cooperativa. Em uma safra marcada pelo grande volume de milho e a umidade elevada, principalmente no fim do ciclo produtivo, a Coamo emprega eficiência e conta com sua grande estrutura para conseguir secar adequadamente e armazenar a produção dos cooperados.
No Paiquerê no Agro, ouvimos José Aroldo Gallassini, presidente do Conselho de Administração da Coamo. No ícone de play acima desse texto, você pode ouvir o programa completo. Aos amigos cooperados da Coamo que ainda estão colhendo o milho, os nossos votos de uma boa safra.





