


NOVA LICITAÇÃO MUDA FISCALIZAÇÃO ELETRÔNICA E RADARES SERÃO REMANEJADOS EM LONDRINA.
12 de agosto de 2026O descarte inadequado de materiais perfurantes e cortantes tem se tornado um problema cada vez mais preocupante para os profissionais responsáveis pela coleta de resíduos domiciliares em Londrina. Agulhas, seringas, canetas utilizadas na aplicação de medicamentos e cacos de vidro podem provocar ferimentos graves e expor os trabalhadores a riscos de contaminação. Somente nos primeiros cinco meses de 2026, 16 coletores sofreram acidentes com materiais cortantes ou perfurantes durante o trabalho. O número já supera em mais de duas vezes o total registrado ao longo de todo o ano de 2025, quando foram contabilizadas sete ocorrências. A coordenadora de Resíduos Orgânicos e Rejeitos da CMTU, Viviane Conti, chama atenção para o crescimento dos acidentes envolvendo canetas utilizadas na aplicação de medicamentos para emagrecimento.
Segundo ela, além do risco à saúde dos trabalhadores, cada acidente exige o afastamento do profissional e o início de um tratamento profilático, o que também afeta a composição das equipes de coleta. Após sofrer o acidente, esse coletor é encaminhado para receber os primeiros atendimentos. A orientação, segundo enfermeira da Secretaria Municipal de Saúde, Kátia Firmino é que agulhas, seringas, ampolas e canetas de aplicação de medicamentos nunca sejam colocadas no lixo doméstico. Eles devem ser acondicionados em recipientes rígidos, como garrafas PET ou embalagens de produtos de limpeza, sempre fechados com tampa. Esses materiais devem ser encaminhados a estabelecimentos de saúde para receber a destinação adequada. Segundo a enfermeira Kátia Firmino, em Londrina, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) estão preparadas para receber esse tipo de resíduo.
Londrina também participa do Programa Descarte Seguro, iniciativa voltada à destinação adequada de resíduos de serviços de saúde. Quatro UBSs integram atualmente o programa: Guanabara, Armindo Guazzi, Centro e Alvorada. Nesses locais, há estruturas específicas para a coleta e materiais informativos para orientar a população. Os resíduos são recolhidos por uma empresa especializada e encaminhados para a destinação adequada por meio de logística reversa junto à indústria farmacêutica, sem custos para o município.





