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Redação Paiquerê
A Secretaria Municipal de Educação de Londrina estabeleceu um limite de R$ 4,5 mil por profissional para o pagamento de horas extras aos professores da rede municipal. Segundo a Prefeitura, a medida faz parte de um remanejamento de recursos para viabilizar a contratação de profissionais de apoio especializado e, posteriormente, de novos professores.
A mudança começou a ser aplicada em algumas escolas em agosto e será adotada em outras unidades a partir de setembro. A Secretaria afirma que a definição está sendo feita de acordo com a realidade de cada escola e que o atendimento aos estudantes será mantido.
A secretária municipal de Educação, Thatiane Araújo, explica como está sendo feita a reorganização dos recursos.
Segundo a Prefeitura, o objetivo é ampliar o quadro de profissionais e reduzir a sobrecarga existente na rede. Em algumas unidades, de acordo com a Secretaria, a falta de professores é tão significativa que diretores precisam deixar as funções administrativas para assumir turmas em sala de aula.
A Secretaria afirma ainda que os alunos continuarão recebendo os atendimentos oferecidos atualmente e que o remanejamento das horas extras permitirá direcionar recursos para novas contratações.
Sindicato questiona impacto da medida
A mudança é acompanhada com preocupação pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Londrina. O presidente da entidade, Fabio Molin, afirma que as horas extras são utilizadas atualmente para complementar o quadro de profissionais e garantir o funcionamento das escolas.
Na avaliação do sindicato, a redução do volume de horas extras pode aumentar a carga de trabalho dos professores que permanecem na rede e transferir para os diretores a responsabilidade de encontrar substitutos para as atividades que deixarem de ser realizadas.
O sindicato também cobra a ampliação efetiva do quadro de servidores. Segundo Molin, ainda há demanda por professores e profissionais de apoio especializado, especialmente diante do aumento no número de alunos e de turmas.
A entidade defende que as novas contratações sejam suficientes para garantir maior estabilidade no atendimento e evitar que a redução das horas extras resulte em sobrecarga para os profissionais que já atuam nas escolas.
Prefeitura diz que atendimento será mantido
A Secretaria Municipal de Educação sustenta que a reorganização não prejudicará o funcionamento das escolas e que nenhum aluno ficará sem professor.
Segundo Thatiane Araújo, as mudanças estão sendo planejadas para garantir a continuidade do atendimento, melhorar a composição das equipes e reduzir a dependência de horas extras para suprir a falta de profissionais.
A Prefeitura afirma que o remanejamento dos recursos permitirá ampliar o número de professores e profissionais de apoio especializado.
O sindicato informou que continuará acompanhando a implantação do limite e discutindo alternativas com a Prefeitura. A Secretaria, por sua vez, afirma que a reorganização busca adequar a aplicação dos recursos às necessidades da rede municipal de ensino.




